Com garra, história e emoção, Tommy Robredo é o campeão do Lisboa Belém Open

Tommy-Robredo
Aos 36 anos, o tenista espanhol conquistou este domingo o 17.º título da carreira

LISBOA – Campeão de luxo: Tommy Robredo, que aos 36 anos se aproxima do final de uma carreira gloriosa, sagrou-se este domingo no CIF – Clube Internacional de Foot-Ball, em Lisboa, campeão da 2.ª edição do Lisboa Belém Open, o torneio Challenger que encerra uma série de três semanas ao mais alto nível no circuito masculino em Portugal.

É o culminar de uma semana de sonho para o ex-número 5 ATP, que encontrou na terra batida lisboeta as condições necessárias para “cozinhar” o regresso aos dias de glória. A mais recente ‘vítima’? Christian Garin, jovem chileno de apenas 21 anos, pelos parciais de 3-6, 6-3 e 6-2.

Foi um encontro que teve de tudo. Desde grandes pontos, nos quais ficou bem evidente o vasto leque de pancadas que Garin detém, a serviços potentes (de parte a parte, foram várias as pancadas acima dos 200km/h) e, claro, muita emoção. Afinal, foi uma reviravolta que culminou nas lágrimas de um verdadeiro campeão do circuito, que no final do encontro não conseguiu esconder as emoções.

Não é para menos: desde Umag, no verão de 2013, que Tommy Robredo não conquistava um título no circuito profissional. Na altura, esse foi o 12.º em 23 finais no ATP World Tour, enquanto aquele que este domingo conquistou no Lisboa Belém Open é o quinto no ATP Challenger Tour, primeiro desde a temporada de 2012.

“É difícil de colocar em palavras. Quando estás cinco anos sem ganhar um título esqueces-te um pouco de como é viver esses momentos e agora que o consegui voltar a fazer saem-me as emoções de todo o trabalho, de toda a luta, do que é viajar semana após semana e continuar a perder e agora chegar aqui e conseguir erguer finalmente um troféu”, confessou, ainda em lágrimas, ao Raquetc depois de uma cerimónia em que também não conseguiu conter as emoções.

Mas porquê continuar a jogar depois de duas décadas no circuito, muito sucesso e, recentemente, lesões que o impediram de corresponder aos seus melhores dias? “É o amor pelo jogo, todas estas sensações que se sentem ao longo de uma semana e a alegria de poder acordar e pisar o court todos os dias. Quando gostas assim tanto torna-se tudo mais fácil.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."