Os detalhes, a mudança de bolas e a confiança. Pedro Sousa fala sobre a derrota nas “meias”

LISBOAPedro Sousa foi este sábado derrotado nas meias-finais de singulares do Lisboa Belém Open. À semelhança do que aconteceu há um ano, mas nos quartos de final, o lisboeta entrou melhor e conquistou o primeiro set, não conseguindo depois fazer a diferença necessária para somar mais uma vitória no “seu” torneio — o pai, Manuel “Manecas” de Sousa, é o responsável pela escola de ténis do CIF.

Na conferência de imprensa que aconteceu imediatamente após a derrota para Christian Garin, o português disse ter sido “um bom jogo, decidido nos detalhes e que caiu para o lado dele mas também podia ter caído para o meu. Foi equilibrado e sobretudo acho que foi um bom jogo.”

No segundo parcial, o número 3 nacional liderou por 5-4, tendo, por isso, estado a apenas um jogo de chegar à grande final. Mas ao serviço esteve Christian Garin (que no currículo conta com um título Challenger, conquistado há um ano e meio em Lima, no Perú) e Pedro Sousa afirmou que não teve muitas hipóteses. “Ele jogou bem. [Até aí] não estávamos a ter muitas hipóteses no serviço um do outro e esse jogo não foi exceção, ele serviu muito bem.”

Depois, seguiram-se quatro breaks a abrir um parcial decisivo que no total contou com sete quebras de serviço, um acontecimento que Pedro Sousa explicou facilmente: “As mudanças de bolas tornam tudo completamente diferente. Quando se joga com bolas usadas ou com bolas novas são dois jogos muito diferentes. A usada voa, é muito difícil de controlar e de responder, e a mais nova é mais lenta, mais jogável, daí terem existido tantos breaks naquele início de terceiro set.”

Terminadas três semanas ao mais alto nível em solo português, Pedro Sousa parte, já hoje ou amanhã, domingo, para Paris. Em vista? Nova participação na fase de qualificação de Roland Garros, o torneio do Grand Slam onde, há um ano, dispôs de match points para chegar ao quadro principal. E porque foram três semanas com resultados muito positivos, o lisboeta de 29 anos parte “com muita confiança” para mais um grande desafio.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."