Lisboa: Taro Daniel sobrevive a braço de ferro com ex-top 30 mundial

LISBOA – De todos os jogadores presentes no Lisboa Belém Open, Taro Daniel e Lukas Rosol eram dois dos que mais se destacavam e quis o sorteio que se defrontassem nos oitavos de final. Era, por isso, um ‘duelo de luxo’ entre dois tenistas em momentos diferentes e se inicialmente parecia desequilibrado acabou por se tornar num grande duelo, com o japonês a precisar de 2h30 para vencer, por 6-1, 3-6 e 7-6(3).

Vindo da vitória no ATP 250 de Istambul, onde conquistou o primeiro título da carreira no principal escalão do circuito masculino, o tenista nipónico de 25 anos já tinha sentido muitas dificuldades no encontro de estreia no CIF – Clube Internacional de Foot-Ball. O responsável? João Monteiro, que pelo segundo ano consecutivo o fez puxar o seu espírito de guerreiro.

Esta quinta-feira, contudo, as coisas pareciam mais fáceis para o número 84 do mundo, que teve como adversário o ex-top 30 ATP Lukas Rosol (atual 284.º): conseguiu dois breaks no primeiro parcial e mais um logo a abrir o segundo, mas a vantagem não foi suficiente para “arrumar” o tenista checo, em tempos carrasco de Rafael Nadal numa batalha épica em Wimbledon.

De tal forma que Rosol não só devolveu a ferida com a vitória no segundo set como entrou melhor no decisivo, ao quebrar logo de início. Os dois jogadores entraram, depois, num longo braço de ferro que só terminou ao terceiro match point para Taro Daniel, que venceu os últimos sete pontos do tiebreak para celebrar uma vitória arrancada no limite.

Nos quartos de final do Lisboa Belém Open pelo segundo ano consecutivo — foi finalista vencido na primeira edição do torneio –, Taro Daniel já sabe que terá como próximo adversário Christian Garin. O jovem chileno de apenas 21 anos foi o primeiro vencedor da jornada desta quinta-feira, ao derrotar um tenista que bem conhece, o espanhol Jaume Munar (membro da Academia de Rafael Nadal, onde o próprio Garin treinou durante uma época), pelos parciais de 6-4 e 7-6(4).

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."