Christan Garin: “Porquê o ténis? O meu pai sempre me disse que não tinha muito futuro no futebol”

LISBOA – Christian Garin foi o primeiro tenista a celebrar um triunfo na vertente de singulares esta quinta-feira, apurando-se para os quartos de final da 2.ª edição do Lisboa Belém Open, fase onde vai encontrar o primeiro cabeça de série Taro Daniel.

No final desse encontro, o tenista chileno falou ao Raquetc, referindo que a exibição frente a Jaume Munar foi bem melhor do que a protagonizada no seu primeiro jogo.

“Senti-me muito melhor do que na primeira ronda, o court estava melhor e estava menos calor. Foi de menos a mais. Conhecia-o muito bem. Era um encontro difícil pois ele está a jogar muito bem, com o seu melhor ranking. Creio que joguei melhor nos pontos importantes e isso foi fundamental”, afirmou sobre o encontro.

Vindo de um país com historial na modalidade, como é o caso do ex-número um mundial Marcelo Rios, o campeão júnior de Roland Garros em 2013 diz não ter pressão por esses percursos de sucesso, afirmando que isso lhe passa ao lado.

“Não vivo no Chile. Gosto quando o Chile atinge um bom resultado em qualquer desporto. Para mim estar a trabalhar bem é a única coisa que me interessa”, disse, referindo que não foi Rios a razão que o fez começar na modalidade.

“Não. Jogava ténis e futebol onde vivia. Havia um campo de ténis e um de futebol e eu jogava aí”, referiu, contando de seguida o porquê de ter optado pelo ténis. “Porque era melhor a jogar ténis e o meu pai gostava mais de ténis e apoiava-me. Não gostava muito de futebol e sempre me disse que não tinha muito futuro no futebol”, admitiu entre risos.

Quanto à sua vinda para a Europa, o jovem de 21 anos fala na dificuldade de ser jogador de ténis no seu país natal.

“O ténis no Chile é muito difícil porque é muito caro e não há muitos treinadores. Mudei também por ter o meu treinador em Espanha e foi por isso que fui para a Rafa Nadal Academy. Agora estou no Chile e nos Estados Unidos”, concluiu.

Francisco Semedo
A tirar a licenciatura em Turismo na Universidade Europeia, desde cedo se interessou pelo ténis. Começou aos 9 e desde então tem um olhar atento e constante de tudo o que se passa naquela que considera ser a melhor modalidade a todos os níveis.