Pedro Sousa: “Não foi o primeiro Challenger que ganhei mas é o mais saboroso”

BRAGA – Celebrou-se em português na final do Braga Open: Pedro Sousa, o número 144 do ranking ATP, derrotou a jovem estrela norueguesa Casper Ruud para erguer, na cidade bracarense, o quarto título Challenger da carreira — e primeiro do ano.

Na conferência de imprensa que aconteceu instantes depois da vitória no Clube de Ténis de Braga, o tenista lisboeta de 29 anos revelou-se muito contente: “Não foi o primeiro torneio Challenger que ganhei mas foi o primeiro em Portugal e se calhar é o mais saboroso, porque venho de uma semana que foi bastante dura para mim e chegar aqui e ganhar deixa-me muito contente.”

Sobre a final, em que entrou ‘de rompante’ e acabou a recuperar de break abaixo no terceiro parcial para derrotar o muito talentoso Casper Ruud, o português reconheceu que “a chuva mudou um bocadinho o jogo porque com isso a bola fica bem mais pesada e então é mais difícil metê-la a andar. Ele tem um jogo pesado e com estas condições ficou mais difícil de responder às bolas dele, mas acho que continuei a jogar bem e no fundo foi só mais uma coisa a que tive e tivemos de nos adaptar.”

Porque não é todos os dias que se ganha um set sem perder qualquer jogo, ainda para mais numa final, Sousa confirmou que o primeiro parcial de hoje foi o seu melhor do torneio. “Sem dúvida. Mas também sabia que bastava ele soltar-se um bocadinho e [o encontro] começava a ser equilibrado e foi o que aconteceu, mas tentei continuar com o plano que tinha e fazer o que estava a fazer e felizmente serviu.”

Na conversa com os jornalistas, Pedro Sousa teceu ainda um novo comentário ao grande apoio que sentiu ao longo de toda a semana em Braga. “Não foi só hoje que esteve muita gente, durante a semana [o court central] esteve sempre bem composto. O público do Norte é incrível, puxa bastante por nós e jogar em Portugal são sempre semanas especiais porque não estamos habituados e então aproveitamos, é sempre um enorme prazer porque jogamos em frente ao nosso público.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."