Quando um mês de aprendizagem se transforma na consagração: Arends e Shamasdin campeões do Braga Open

BRAGA – Estão encontrados os primeiros campeões do Braga Open. E são os dois tenistas que à entrada para esta semana formavam a dupla primeira cabeça de série: Sander Arends, da Holanda, e Adil Shamasdin, do Canadá, somaram a quarta vitória da semana para fecharem de forma perfeita o segundo de três capítulos em solo português.

Se na semana passada a passagem pelo Millennium Estoril Open fez parte da aprendizagem referida por diversas vezes pelos diversos jogadores, esta semana Arends e Shamasdin conseguiram conquistar o primeiro do que esperam ser muitos títulos lado a lado, ao vencerem Ariel Behar e Miguel Angel Reyes-Varela, do Uruguai e México, respetivamente, e segundos cabeças de série, por 6-2 e 6-1.

Os parciais refletem o que se passou em campo: o holandês e o canadiano foram claramente superiores desde o primeiro minuto, com Behar e Reyes-Varela (derrotados por Leonardo Mayer e João Sousa na primeira ronda de pares no Clube de Ténis do Estoril) a cometerem demasiados erros não forçados.

No final do encontro, os dois jogadores fizeram uma análise àquela que consideram ter sido a “semana perfeita”.

Sander Arends: “Conseguimos construir uma equipa e jogar melhor a cada ponto, a cada encontro. Não só em termos de nível mas também tática e mentalmente, como uma equipa. Foi muito bom. Acho que a final de hoje resume tudo o que temos feito nos últimos tempos, estamos a investir muito nesta parceria e é bom ver que está a dar resultados.”

Adil Shamasdin: “É sempre bom terminar uma semana com uma vitória. Trabalhámos muito, isto não foi uma coisa de uma semana mas sim um processo. É algo que estamos a trabalhar e a construir e é bom ter esta ‘recompensa’. Mostra o esforço todo que estamos a pôr nas últimas três semanas e fico muito feliz por podermos partir para mais uma semana em Portugal com o nosso primeiro título.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."