João Sousa: “Este título também é da minha família e da minha equipa técnica”

João Sousa é o homem de quem se fala. Campeão da 4.ª edição do Millennium Estoril Open, o vimaranense está a saborear a tão desejada conquista e voltou a expressar, em declarações à TVI, o sentimento de emoção e alegria que o invade por esta altura.

“É sem dúvida muito especial para mim poder ter este troféu em casa. Quando era pequenino lembro-me de ir ao Estoril Open da época e de ver os grandes jogadores a disputar grandes encontros”, recordou o número 1 português, que esteve presente no Jornal da Uma desta segunda-feira.

“Sempre foi um objetivo não confessado, que sempre tive na minha carreira, de poder vencer um torneio em Portugal. Infelizmente só temos uma oportunidade por ano, que é no Millennium Estoril Open, onde acho que a organização faz um trabalho incrível para que seja um evento de eleição e por isso dou também os parabéns à organização”, sublinhou.

No início do encontro com Frances Tiafoe (e, depois, também no fim) o público presente nas bancadas de um lotado estádio Millennium entoou a plenos pulmões o hino nacional. Um momento que o vimaranense jamais esquecerá.

“A verdade é que quando cheguei ao campo e as pessoas começaram a cantar eu fiquei com pele de galinha. Não é nada habitual numa final, eu acho que até o meu adversário ficou um pouco impressionado nesse aspeto e se calhar assustado, e portanto foi ótimo poder estar presente nesta final. Foi um momento inesquecível para a minha carreira e que vai ficar na minha memória para sempre”, destacou.

João Sousa .
João Sousa conquistou no domingo o título mais importante da carreira

A pressão de jogar em casa e a pressão do público é algo que já não afeta João Sousa. “Já tinha tido algumas oportunidades anteriores em que eu realmente tinha acusado muito essa pressão, mas este ano eu sempre disse que tinha-me preparado da melhor maneira, sentia-me muito tranquilo, muito confiante, da maneira como tinha vindo a jogar, e penso que o nível apresentado durante toda a semana demonstrava que eu efetivamente podia vencer o torneio”, observou.

“Estava muito confiante para esta final, acreditava que realmente com o apoio de todos podia chegar a esse tão desejado título e no final foi inacreditável”, disse ainda.

Tudo o que o número 1 português já conquistou ao longo da sua carreira não teria sido possível sem os sacrifícios e o apoio incansável daqueles que o rodeiam. “É incrível ver o esforço e o trabalho que temos desenvolvido durante anos, não só meu e da minha equipa técnica, mas também da minha família. Fui para Barcelona com 15 anos à procura do sonho de ser profissional de ténis e hoje em dia colhemos os frutos dessa dedicação enorme que tenho tido durante muitíssimos anos. Este título também é da minha família [declarações dos pais aqui] e da minha equipa técnica [declarações do treinador aqui] que têm estado comigo não só nos bons momentos mas também nos mau momentos”, frisou.

O abraço emocionado à mãe

O troféu arrecadado no Estoril permitiu a João Sousa reentrar no top 50 mundial. A próxima paragem será em Roma, onde participará na fase de qualificação do Masters local. A gestão de todo este momento, considera o tenista português, será feita sem problemas, ou não fosse ele um jogador muito experimentado.

“Penso que já tenho alguma experiência para poder lidar com toda esta situação. Todas as semanas temos um ranking novo e uma oportunidade para jogar ainda melhor e portanto depende também um bocadinho do calendário de cada jogador, que de acordo com a sua equipa técnica disputa as semanas que acha devidas para poder subir no ranking. Esta subida no ranking é considerável e é muito boa para poder disputar torneios ainda maiores, e espero continuar a jogar a um grande nível”, afirmou.

E onde ficará o troféu? Barcelona ou Guimarães? “Não sei ainda. É um troféu muito especial, sem dúvida o mais especial da minha carreira. Vou pensar muito bem, mas sem dúvida que vai ficar num lugar muito especial para mim”, assegurou.

O abraço emocionado ao pai
João Correia
Licenciado em Sociologia e Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação (ISCTE). Privilegiado por viver numa das melhores eras da história da modalidade.