João Sousa: “É um orgulho enorme poder estar nesta final”

Joao Sousa PC

ESTORIL João Sousa fez hoje o que ainda nenhum português tinha feito no Millennium Estoril Open: atingir a final do torneio. Depois de muito lutar, o ‘Conquistador’ arrecadou a vitória frente a Stefanos Tsitsipas por 6-4, 1-6 e 7-6(4) para “alcançar a tão desejada final”, como diz o próprio.

Na sala de conferências de imprensa, onde se dirigiu aos jornalistas mostrando-se “muito contente com esta vitória”, o número um português falou do significado que esta final tem para si: “É sem dúvida especial ser no meu país. É mais uma final e estou muito contente por alcançar uma final a este nível ATP em casa e com o nível que exibi hoje, porque penso que joguei a um grandíssimo nível”.

“É um orgulho enorme poder estar aqui nesta final e ver que as pessoas desfrutaram com esta vitória. O ambiente hoje esteve fantástico, como tem estado nos últimos dias, e deram-me muitíssima força para alcançar a tão desejada final”, rematou o português, que se sentiu bastante apoiado no Estádio Millennium.

“Em relação ao nível de jogo, penso que o primeiro set foi dos melhores sets que fiz na minha carreira em termos de nível na terra batida. Foi um nível incrível tanto meu como dele e foi bom ter caído para o meu lado. Isso deu-me muita confiança”, disse o português. Relembre-se que no primeiro set, João Sousa ganhou 20 em 24 pontos jogados no seu primeiro serviço, tendo jogado apenas 5 pontos no segundo “saque”.

Depois, o número 68 da classificação mundial ganhou um total de 12 pontos no segundo set, parcial este em que considera ter ido “um bocadinho abaixo”: “No segundo set não entrei bem, ele fez-me o break muito cedo e ganhou um bocadinho de confiança e eu fui um bocadinho abaixo. No terceiro voltei a servir melhor, consegui ser mais agressivo e fiel àquilo que tinha sido no primeiro set e acabei por não fazer o break mas estive sempre muito perto. E depois no tiebreak penso que falhei menos, fui um bocadinho mais agressivo, mais sólido e um bocadinho da minha experiência pesou nesse terceiro set.”

O desejo de fazer (mais) história

Agora, João Sousa tem nas mãos — ou na raquete — a hipótese de fazer história. Bem à sua imagem, história essa nunca alcançada por um compatriota e que será, por isso, ainda mais significativa.

“Sempre foi um desejo para mim poder estar numa final aqui em Portugal e ter conseguido isso hoje é muito especial para mim e para toda a minha equipa e família. É sem dúvida muito especial por ser em Portugal, mas vamos encará-la da mesma maneira que encaramos todas as que temos vindo a jogar. Infelizmente o balanço [2-7] não é tão positivo quanto eu gostaria mas é continuar a pensar em vencer cada encontro. Tenho vindo a jogar a um bom nível, a melhorar a cada encontro e porque não amanhã jogar melhor do que ontem? Isso seria ótimo.”, disse ainda o finalista do Millennium Estoril Open.

O que irá acontecer não se sabe, mas João Sousa não tem dúvidas de que esta é, em comparação com as duas finais que ganhou (Kuala Lumpur, em 2013, e Valência, 2015) aquela para a qual parte melhor preparado.

Natural da Ilha do Pico, Açores. Estudante do 3.º ano do curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Amante e seguidor de ténis desde a adolescência.