Fred Gil recorda emoções de 2010 e deseja “toda a força e a melhor sorte” a João Sousa

Fred Gil e João Sousa

Oito anos depois, e pela segunda vez na história, o ténis português volta a ter um representante na final de um torneio do ATP World Tour organizado em solo nacional. O primeiro a fazê-lo foi Fred Gil, no Jamor, em 2010, precisamente naquela que foi a primeira decisão de singulares da história do circuito a contar com um português, e este domingo será a vez de João Sousa.

Nesse sentido, o Raquetc contactou o tenista sintrense, hoje com 32 anos, para recordar a campanha inesquecível desse ano de 2010 e obter um comentário à semana do vimaranense no Clube de Ténis do Estoril oito anos depois.

“É um excelente resultado da parte do João e desejo-lhe toda a força e a melhor sorte para amanhã. Espero que ele ganhe e vença o Estoril Open. Nunca um português o conseguiu fazer e desejo o melhor, porque acho que ele está a jogar muito bem. Teve alguma sorte contra o Pedro Sousa, pensei que o Pedro lhe ia ganhar naquele dia, mas isso faz parte do jogo e no ténis é mesmo assim”, disse Gil a propósito da campanha que o compatriota está a fazer no Millennium Estoril Open, com particular destaque ao embate da segunda ronda frente a Pedro Sousa.

Fred Gil recordou, ainda, as emoções que sentiu durante a campanha de 2010, começando pelo encontro dos quartos de final. “No meu caso [na véspera da final] senti muito cansaço, porque já vinha dos quartos de final com o Rui Machado, em três sets, em que tinha vomitado e dormido muito mal na noite anterior, tal como o Rui, e ainda as meias-finais em três sets com o Guillermo Garcia-Lopez.”

“Estava muito cansado e pensei em recuperar o máximo possível. Interiormente relaxei um bocadinho, no sentido em que dei-me um pouco por contente por já estar na final. Pensei que o meu torneio já estava feito, ou seja, ‘vou dar o meu melhor mas tranquilo, já estou na final’. E isso ajudou-me interiormente a relaxar mas por outro lado quando tive a oportunidade não estava totalmente preparado para a agarrar”, continuou Gil, que liderou essa decisão por um break (4-2) no derradeiro set frente a Albert Montanés, que na véspera tinha afastado a grande estrela do torneio, Roger Federer, nas meias-finais.

E é nesse capítulo que o ex-número 1 nacional vê que a final deste domingo pode ser diferente: “O João já tem mais experiência que eu nesse sentido e acho que lida melhor com essa situação do que eu naquele momento, em 2010.”
Francisco Semedo
Licenciado em Turismo e a tirar Mestrado em Ciências da Comunicação, desde cedo se interessou pelo ténis. Começou aos 9 e desde então tem um olhar atento e constante de tudo o que se passa naquela que considera ser a melhor modalidade a todos os níveis.