Frederico Marques: “O João aceitou que se podia perder um set por 6-1 e acabar por vencer”

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ESTORIL – Pela segunda vez na história, um tenista português vai disputar as meias-finais de um torneio ATP jogado em Portugal. Depois de Fred Gil em 2010, João Sousa repetiu o feito na presente edição ao somar o terceiro triunfo consecutivo no Clube de Ténis do Estoril.

No final da partida fomos ao encontro de Frederico Marques com o intuito de falar do duelo que terminara minutos antes e do que foi preciso para que o desenlace sorrisse ao seu pupilo. O técnico português considerou o jogo um embate atípico em que o serviço e a resposta foram fundamentais.

“Foi um jogo um pouco atípico. O primeiro set com os dois a jogarem com um nível alto, onde o João respondeu um bocadinho melhor que o Kyle. No segundo set o Kyle começou muito agressivo, a bater mais na bola e o João baixou a percentagem de acerto na resposta e no serviço. Não tivemos praticamente hipótese. O João foi atropelado nesse set. No terceiro set foi um bocadinho ao contrário. Hoje foi fundamental responder e servir bem”, comentou o lisboeta.

Quando questionado sobre a evolução do segundo set para o terceiro e de quando é que este último começou a ser preparado, Frederico Marques afirmou que tudo começou na parte final do segundo parcial e de como este poderia jogar a seu favor.

“Começámos a pensar no terceiro set logo no 5-1, não nos interessava fazer ali o break. Era importante começar a servir, sabíamos que o Kyle podia acusar um pouco a pressão por começar por baixo. Também ajudou o fator das bolas novas, foi importante começar com o vento a favor. A meu ver o João esteve muito bem a acalmar-se. Aceitar que se pode perder um set por 6-0 ou 6-1 e acabar por ganhar”, confessou-nos.

Por fim, ainda sobre o encontro frente a Kyle Edmund, Frederico Marques abordou a subida de nível do seu pupilo, subida que João Sousa considerou como necessária ainda antes da partida frente ao britânico.

“Se não tivéssemos subido o nível não estaríamos na meia-final de singulares e pares. Estivemos muito mais agressivos e a mudar a direção de bola de esquerda. No capítulo do serviço estivemos um pouco piores do que nas primeiras rondas. Em termos de enquadramento com a bola hoje foi um jogo mais completo por parte do João. Hoje foi um encontro mais completo”, concluiu.

Francisco Semedo
Licenciado em Turismo e a tirar Mestrado em Ciências da Comunicação, desde cedo se interessou pelo ténis. Começou aos 9 e desde então tem um olhar atento e constante de tudo o que se passa naquela que considera ser a melhor modalidade a todos os níveis.