Djokovic antecipa Barcelona: “Nadal é o homem a abater. É o melhor de sempre em terra batida”

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Fotografia: Barcelona Open BancSabadell

Após Monte Carlo, segue-se Barcelona. Novak Djokovic encontra-se na Catalunha a disputar pela segunda vez na carreira o torneio ATP 500 local, numa altura em que procura finalmente colocar um ponto final na grave maleita no cotovelo que o tem atormentado por um largo período neste seu regresso à competição.

Usufruindo de um wild card atribuido à última hora pela organização, o agora 12.º classificado da hierarquia mundial começou por admitir – citado pelo website do jornal Marca – que a viagem a Espanha foi a melhor decisão que poderia ter tomado, dado que a anterior prova monegasca de categoria Masters foi a primeira onde se sentiu plenamente livre de dores.

Inevitavelmente, logo de seguida, o tópico da discussão recaiu sobre aquele que é reconhecido como o “rei da terra batida”: Rafael Nadal. De campeonissímo para campeonissímo, o sérvio além de concordar totalmente com a denominação, vai mais longe tecendo fortes elogios ao atual líder do ranking mundial.

Há um jogador que se chama Rafael Nadal. É o homem a abater e que domina esta superfície. É o melhor de todos os tempos em terra [batida], sem dúvida nenhuma“, começou por afirmar antes de abordar a possibilidade de defrontar o touro de Maiorca “já” nos quartos de final do torneio. “É algo que não se pode controlar e o ranking que tenho faz com que possa enfrentar o Nadal antes das meias-finais. O público gostava de ver um Nadal-Djokovic, mas ainda faltam dois encontros antes desse”, apontou.

Djokovic prepara-se para disputar o torneio de Barcelona pela segunda vez na carreira. Fotografia: Manuel Queimadelos

Por fim, o tenista natural de Belgrado ainda aproveitou a oportunidade para comentar o seu processo de readaptação à competição de alto nível. “Se não me sentisse preparado para jogar contra o Rafa não estaria aqui. A lição que aprendi foi que as lesões necessitam de tempo de recuperação”, confessou antes de revelar as metas que traçou, tanto a curto como a longo prazo.

“Errei ao voltar antes do tempo e isso criou-me mais problemas no cotovelo. Os objetivos a curto prazo passam por sentir-me bem fisicamente e jogar a um bom nível, e a longo prazo quero voltar a vencer os grandes torneios e lutar pelo número um. Já estive nesse patamar e creio que possa lá voltar“, concluiu.

Recorde-se que Djokovic usufrui do estatuto de sexto cabeça de série e por isso ficou isento de disputar a primeira ronda do torneio. A sua estreia está marcada para esta quarta-feira (por volta das 11h30 de Portugal continental), num duelo onde terá pela frente o eslovaco Martin Klizan (140.º). Os dois jogadores já se defrontaram anteriormente por quatro ocasiões, sendo que em todas elas a vitória sorriu a Nole.

António Vieira
Natural de Lisboa e licenciado em Gestão, vê no Ténis uma extraordinária modalidade com vasto potencial a ser explorado em Portugal. Tem como principal objetivo a contribuição no seu crescimento partilhando com o Mundo a sua espetacularidade.