Vira o disco e toca o mesmo: Steve Johnson revalida título em Houston

Steve.Johnson
Fotografia: US Men's Clay Court Championship

Um ano depois a história repetiu-se: Steve Johnson chega ao fim do ATP 250 de Houston com o troféu de campeão repousado nos braços. No derradeiro duelo, levou a melhor sobre o compatriota Tennys Sandgren – uma das grandes sensações do último Australian Open – num encontro resolvido em três sets marcados pelos parciais de 7-6(2), 2-6 e 6-4, ao cabo de duas horas e vinte e quatro minutos.

A jogar no seu país, numa prova onde é campeão em título e frente a um adversário norte-americano, estavam criadas todas as condições para que o tenista californiano se sentisse plenamente em casa. Mas mesmo assim, o percurso de Steve Johnson em Houston é capaz de levar ainda mais além a sensação de “jogar em casa”. Ora atente-se ao percurso do campeão até ao título: Ernesto Escobedo, Frances Tiafoe, John Isner, Taylor Fritz e finalmente, Tennys Sandgren. Todos eles, sem exceção, jogadores nascidos em terras do tio Sam.

Talvez mais importante que a nacionalidade da referida lista de talentos, será mesmo a qualidade da mesma: Três prodígios da denominada NextGen (Escobedo, Tiafoe e Fritz), um top 10 mundial reconhecido como um dos melhores jogadores norte-americanos deste século e recente campeão do Masters 1000 de Miami (Isner), e finalmente, como já referido, uma das revelações de 2018 e quartofinalista do primeiro Grand Slam do ano (Sandgren). Por aqui, qualquer dúvida relativamente ao mérito do vencedor fica, sem qualquer margem para dúvidas, dissipada.

Trata-se do terceiro titulo em quatro finais disputadas na carreira do jogador de 28 anos.

Ao som do game, set and match, as lágrimas prontamente tomaram conta do rosto do campeão 

O torneio da cidade de Houston ficará para sempre marcado na vida de Steve Johnson por razões bem menos felizes que os títulos que alcançou. Na ressaca da sua última conquista em terras texanas, o jogador natural de Orange atravessou um período dificílimo marcado pelo falecimento do seu pai.

Como tal, na noite deste domingo, assistiu-se a um contraste entre a felicidade natural do momento com a emoção das lembranças do seu pai, sendo que se tratou da última prova à qual assistiu. No caminho em direção à rede, abundantes lágrimas invadiram o rosto do campeão, seguindo-se um forte abraço ao finalista.

António Vieira
Natural de Lisboa e licenciado em Gestão, vê no Ténis uma extraordinária modalidade com vasto potencial a ser explorado em Portugal. Tem como principal objetivo a contribuição no seu crescimento partilhando com o Mundo a sua espetacularidade.