Nuno Marques relembra: “A Taça Davis é sempre diferente dos torneios. Os rankings nada dizem”

Fotografia: Svensk Tennis

Portugal e Suécia entram em campo já na sexta-feira para darem início à eliminatória que vai colocar uma das seleções no playoff de acesso ao Grupo Mundial da Taça Davis. Esta terça-feira foi dia das habituais conferências de imprensa de ambas equipas, na qual do lado português apenas Nuno Marques esteve presente.

O capitão da equipa lusa relembra que jogar em piso rápido não tem sido um hábito nas últimas eliminatórias, mas que a versatilidade da equipa lusa fará com que esse fator não seja um impedimento de sair de Estocolmo com um sorriso nos lábios.

“Normalmente, não jogamos em casa em courts com estas condições, que são mais da preferência da Suécia. Provavelmente, a vantagem do hardcourt é da Suécia. Jogámos muitas eliminatórias em casa, 80% delas em terra batida. Se estamos confortáveis em terra batida, a verdade é que temos jogadores versáteis”, recordou o técnico, apontando João Sousa e Gastão Elias como dois jogadores que “jogam bem em piso rápido”.

“Começámos a treinar terça-feira, estamos a adaptar-nos ao court. O court está rápido, as bolas são um pouco diferentes do que estamos habituados. Mas são boas condições e vamos tentar preparar um bom fim de semana”, continuou.

Foto de Svensk Tennis.

Quanto ao conhecimento dos jogadores da equipa adversária, Nuno Marques afirma que os seus comandados os conhecem “melhor do que eu”, referindo-se depois aos irmãos Elias e Mikael Ymer, que são “talentos, com muito potencial, muitos explosivos e com jogos muito agressivos, solidez e versatilidade em várias condições do court“.

Por fim, o técnico nortenho recordou que jogar a Taça Davis “é sempre diferente dos torneios” e que apesar de Portugal ter jogadores teoricamente mais cotados, “os rankings nada dizem”.

Francisco Semedo
A tirar a licenciatura em Turismo na Universidade Europeia, desde cedo se interessou pelo ténis. Começou aos 9 e desde então tem um olhar atento e constante de tudo o que se passa naquela que considera ser a melhor modalidade a todos os níveis.