Ferrer diz que chegada de Zverev à final de Miami é vantajoso para a Espanha

David-Ferrer.
Fotografia: Peter Staples/ATP World Tour

A poucos dias do início da contenda entre espanhóis e alemães, em Valência, David Ferrer não se mostra preocupado com a grande estrela da comitiva germânica, Alexander Zverev, ter disputado a final do Masters de Miami no passado domingo.

O veterano tenista espanhol considera inclusive que o facto de Zverev ter chegado tão longe no torneio norte-americano é uma vantagem para as cores espanholas. E explica porquê: “Para mim é uma vantagem devido à mudança de superfície e bolas. Não é fácil fazer essa transição num curto espaço de tempo, ainda para mais se ele jogar no fim de semana dois encontros individuais à melhor de cinco sets“, afirmou em entrevista ao jornal Marca.

Ciente da importância que o prodígio alemão pode ter no desfecho da eliminatória, Ferrer reconhece que Zverev pode resolver sozinho este confronto, mas sublinha que a Taça Davis é uma competição de equipa. “Ele é capaz de somar três pontos na contenda, principalmente os dois referentes aos duelos individuais, mas a Taça Davis não é uma prova que possa ser conquistada de forma individual”.

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Em fim de semana de Taça Davis, o novo formato da prova rainha do ténis masculino entre nações, que ainda carece de aprovação na Assembleia Geral da Federação Internacional de Ténis (em agosto), volta inevitavelmente a estar em cima da mesa.

“Parece-me bem. Era necessário fazer-se alguma coisa para atrair novamente os melhores tenistas a jogarem a prova. Com o passar dos anos, torna-se mais difícil conciliar o calendário individual com a Taça Davis e o ranking passa a ser prioridade. Talvez não seja a melhor opção jogar-se na reta final da época, mas, no geral, até é melhor para os tenistas”, comentou.

David Ferrer, que tem um registo de 27 vitórias para apenas 4 derrotas ao serviço da seleção, celebrou na passada segunda-feira o seu 36.º aniversário. Os seus tempos áureos já lá vão, pelo que nesta fase da carreira há outras motivações. “Tenho noção que esta pode ser uma das últimas vezes que sou convocado, porque já tenho 36 anos. Já não estou no top 10 e por isso valorizo muito mais ter sido chamado para defrontar a Alemanha”, frisou.

João Correia
Licenciado em Sociologia e Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação (ISCTE). Privilegiado por viver numa das melhores eras da história da modalidade.