De Valência a Nashville não esquecendo Estocolmo, vem aí mais um fim de semana de Taça Davis

Taça Davis em Valência
A Praça de Toros da cidade de Valência foi o palco escolhido para uma das eliminatórias do Grupo Mundial / Fotografia: RFET

Esta semana é sinónimo de Taça Davis e isso significa que, entre sexta-feira e domingo, o universo tenístico (e não só…) terá atenções distribuídas por todo o globo terrestre. Porque pelo menos este ano a competição ainda se divide por vários países. O maior foco estará nos quartos de final, mas há outras paragens nas quais vale a pena colocar um, ou mesmo dois olhos. Como é o caso da viagem da equipa portuguesa a terras suecas.

“Eh touro” como palco principal

Não há como contornar: o duelo mais aguardado dos quartos de final do Grupo Mundial da Taça Davis é aquele que coloca frente a frente Espanha e Alemanha. Pelo elenco, claro, mas também pelo palco escolhido pela equipa da casa: será na Praça de Touros da cidade de Valência que mais de 10.000 espetadores assistirão ao “choque” entre Rafael Nadal & companhia e Alexander Zverev & companhia. Um palco, dois jogadores do top 5 mundial (um deles o número 1 ATP) e muito, muito bom ténis em expetativa.

Mas os quartos de final não se fazem de uma única eliminatória. Por isso, de 6 a 8 de abril também se vai jogar em Génova (a Itália recebe a França), Varazdin (o Croácia vs. Cazaquistão) e Nashville, onde os Estados Unidos da América dão as boas vindas à Bélgica. Quatro eliminatórias, duas superfícies: as duas primeiras eliminatórias serão jogadas sob pó de tijolo, as últimas em piso rápido.

Porque essa é uma das características daquela que hoje ainda conhecemos como Taça Davis — permitir aos envolvidos rodar pelas mais variadas superfícies em qualquer palco e altura do ano.

De Estocolmo para o mundo

Será este, com certeza, o mote da seleção portuguesa quando entrar em campo na jornada de sexta-feira. E talvez o melhor seja mesmo começarmos por aqui: se no Grupo Mundial ainda não se verificam quaisquer alterações, no Grupo I, onde joga a equipa de Portugal, o formato já será outro. A eliminatória com a Suécia só acontecerá entre sexta-feira e sábado, com os encontros a serem jogados à melhor de três e não cinco sets.

Falando de favoritos, é justo dizer que os comandados de Nuno Marques são, à entrada para este duelo que dá apuramento para o play-off do Grupo Mundial, os principais candidatos à vitória.

Com ele, o selecionador nacional levou João Sousa (70.º ATP), Gastão Elias (106.º), Pedro Sousa (117.º) e João Domingues (198.º), enquanto o capitão sueco, Johan Hedsberg, chamou Elias Ymer (133.º), Markus Eriksson (312.º), Mikael Ymer (355.º) e Robert Lindstedt, o especialista de pares que já foi número 3 e agora é o 66.º.

Para além destes, há outros embates entusiasmantes nas “divisões secundárias” da competição, como o que coloca frente a frente uma Áustria sem Dominic Thiem a uma Rússia com Andrey Rublev, Karen Khachanov, Daniil Medvedev e Evgeny Donskoy — sim, quatro elementos do top 100 mundial. Ou, do outro lado do mundo, os sempre “escaldantes” Argentina vs. Chile e Brasil vs. Colômbia. Todos eles valem um lugar no referido play-off, onde para já estão as equipas que em fevereiro “caíram” na primeira ronda do Grupo Mundial.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."