del Potro: “É uma honra para mim jogar uma final com Federer”

del-Potro Indian Wells-
Fotografia: Matthew Thomas/BNP Paribas Open

Domingo, 18 de março de 2018, não antes das 20h00 (Sport TV 5). O serão para a noite de amanhã está definido, ou não tivesse a final da edição de 2018 do Masters de Indian Wells dois dos tenistas mais acarinhados e idolatrados do mundo. Roger Federer e Juan Martín del Potro vão decidir o título de campeão do prestigiado norte-americano, muitas vezes denominado de “5.º Grand Slam”.

Em conferência de imprensa, o suíço de 36 anos e número 1 mundial recordou que ele e o tenista argentino são dois velhos conhecidos do circuito e que já estiveram envolvidos em grandes batalhas. Cerca de duas horas depois, e no rescaldo do embate com Milos Raonic, foi a vez de del Potro abordar o 25.º capítulo da saga com Federer.

“Eu gostaria muito de repetir a vitória que tive no US Open de 2009, mas Roger é o favorito para vencer. Significa muito para mim defrontá-lo, é um amigo meu e admiro-o muito. É uma honra para mim jogar uma final com ele”, comentou a “Torre de Tandil”, em conferência de imprensa.

Já numa análise ao duelo com o canadiano, del Potro reconheceu que teve alguma sorte. “Eu acho que tive sorte em ambos os sets, pois o Milos tem um grande serviço. Mas eu estava muito focado nos meus jogos de resposta e consegui quebrar-lhe o serviço várias vezes [4 em 5 oportunidades], e essa foi a chave do encontro.”

A importância de estar bem fisicamente

Juan Martín del Potro vai procurar amanhã somar a sua 11.ª vitória seguida, precisando para tal de entrar em court na melhor condição física possível, para poder esgrimir os seus argumentos numa final que se espera eletrizante frente ao número 1 mundial.

“Em primeiro lugar, estou saudável e isso é o mais importante. Não esperava exibir-me a este nível depois de todas as cirurgias a que me submeti. Estou a desfrutar de estar em campo”, afirmou ainda em court depois de bater Raonic numa vitória sem margem para contestação.

João Correia
Licenciado em Sociologia e Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação (ISCTE). Privilegiado por viver numa das melhores eras da história da modalidade.