Monfils: “É necessário jogar todas as semanas para subir no ranking, caso contrário é impossível”

Monfils IW
Fotografia: BNP Paribas Open

Foi em novembro de 2016 que Gael Monfils registou a sua melhor classificação de carreira até ao momento, o 6.º posto. Daí para cá, o francês de 31 anos tem descido consideravelmente no ranking, encontrando-se esta semana no 42.º lugar, mas com a noção exata do que tem de fazer para escalar algumas posições na hierarquia mundial.

“Quando estamos bem classificados no ranking, não precisamos de jogar todas as semanas. Mas a partir do momento em que estamos no top 40, ou perto, precisamos de jogar constantemente se quisermos subir no ranking, caso contrário é impossível”, destacou em declarações ao L’Équipe, esta terça-feira, depois de desistir do duelo com Pierre-Hugues Herbert, em Indian Wells.

Monfils, que reconhece que é “mais fácil” gerir o calendário quando se está “entre os 10 ou os 15 primeiros classificados do ranking“, nem quer ouvir falar de uma possível desistência do Masters da próxima semana, em Miami.

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“Eu queria-me dar ao luxo de não ir lá, mas claro que vou. Espero regressar aos treinos dentro de dois ou três dias. Tenho que aproveitar estes dias para realizar algum trabalho físico, de maneira a estar pronto para Miami”, admitiu.

A lesão que o obrigou a desistir do confronto com o seu compatriota não está relacionada com os joelhos, que tantos problemas lhe têm dado ao longo da carreira, mas com um problema nas costas.

“Entrei muito bem no encontro, mas a dada altura lesionei-me na zona lombar. Fui ficando pior à medida que o jogo ia avançando, sem conseguir movimentar-me corretamente e jogar da forma que gostaria”, analisou.

João Correia
Licenciado em Sociologia e Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação (ISCTE). Privilegiado por viver numa das melhores eras da história da modalidade. Contacto: joaocorreia@raquetc.com