No encontro que nunca chegara a acontecer foi Venus Williams quem ficou com a vitória

Venus e Serena Williams
Aos 37 anos, Venus derrotou a irmã, Serena, de 36, rumo aos "oitavos" em Indian Wells / Fotografia: BNP Paribas Open 2018

A expetativa era grande. De tal forma que em vez de colidirem, as televisões norte-americanas (ESPN e Tennis Channel) se uniram para transmitirem, nos respetivos canais, o encontro. E, no final, foi Venus Williams, de 37 anos, quem levou a melhor sobre Serena, de 36, para chegar aos oitavos de final de Indian Wells.

O encontro começou de forma muito disputada de parte a parte — de tal forma que só nos dois primeiros jogos as duas irmãs jogaram 26 pontos –, mas seria uma questão de tempo até o maior e melhor ritmo de Venus se fazer transparecer no resultado: com quatro pontos consecutivos, a atual número 8 do mundo conseguiu a quebra de serviço que viria a decidir a partida inaugural e a dar-lhe um lugar privilegiado no encontro.

Lugar esse que não viria, mais tarde, a desperdiçar, mesmo se no terceiro set, e apesar de ter cedido o serviço nos dois primeiros jogos, Serena viria a conseguir equilibrar um pouco mais a contenda antes de perder por 6-3 e 6-4 ao fim de 1h27′.

Porque os tempos são outros, Venus e Serena Williams já não se enfrentam como antigamente. Há dias, aliás, tínhamos feito referência a isso mesmo: desde 2013, só tinham cruzado caminhos em cinco ocasiões. E apenas numa delas, em Montréal no ano de 2014, Venus tinha ficado com a vitória, pelo que o triunfo desta madrugada marca um momento importante na “rivalidade” entre as irmãs.

Mas há mais: a vitória em dois sets é a primeira conseguida por Venus frente a Serena desde a final do torneio de Wimbledon em… 2008.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."