Grigor Dimitrov: “Sei que posso jogar melhor e ser mais consistente”

Grigor Dimitrov-IW
Fotografia: BNP Paribas Open

Grigor Dimitrov chega a Indian Wells depois de uma derrota surpreendente no Dubai, frente a Malek Jaziri, mas o passado é passado e o búlgaro agora só pensa em regressar aos bons resultados num torneio em que até nem costuma ser particularmente feliz (nunca passou da terceira ronda).

“Finalmente o meu corpo está a começar a habituar-se. Sei que posso jogar melhor e ser mais consistente. Não diria que estou em paz comigo mesmo. Tenho 26 anos e a ainda estou a metade da minha carreira. Isto é uma guerra. Estou numa situação em que sei que posso melhorar dentro do court. Quero esforçar-me ao máximo cada vez que entro em campo e quando estou a treinar com o resto da minha equipa”, frisou em conferência de imprensa de antevisão ao torneio norte-americano.

Depois do título no Nitto ATP Finals, Dimitrov partia para o Australian Open como um dos grandes candidatos ao título mas as coisas acabaram por não correr tão bem no Major australiano.

Embed from Getty Images

“Após acabar a temporada com sensações muito boas, queria continuar com esse grande momento que tinha e foi essa a razão pela qual comecei a pré-época bastante preparado. O meu objetivo era fazer um bom papel na Austrália e tive um bom resultado, todavia creio que tinha de mudar certas coisas para ter tomado um melhor rumo”, apontou.

Segue-se então a participação em Indian Wells, local no qual o tenista natural de Haskovo terá pela frente Fernando Verdasco na estreia este ano e onde cedeu no ano passado na terceira ronda contra Jack Sock depois de não ter aproveitado um único dos quatro match points que dispôs.

“Gosto muito da pressão. Para mim, estar com 5-5 e 30-30 é algo que desfruto, pois adoro ter de me esforçar nessas ocasiões. Quero melhorar nesse aspeto e a minha entourage tem que me acalmar por diversas vezes, o que é algo que já consegui aprender. Não sou muito bom nisto, porém sei que estou a melhorar e com o passar dos anos irei ficar melhor”, finalizou Dimitrov.

Natural da Ilha do Pico, Açores. Estudante do 3.º ano do curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Amante e seguidor de ténis desde a adolescência.