Wozniacki garante que título do Australian Open “não mudou nada” a sua vida

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Fotografia: Ben Solomon/Tennis Australia

Caroline Wozniacki prepara-se para disputar, em Doha, o segundo torneio enquanto campeã de um torneio do Grand Slam. Após a conquista do Australian Open e consequente chegada ao posto de número 1 mundial, a dinamarquesa teve uma passagem discreta por São Petersburgo e procura agora em Doha realizar uma boa campanha, até porque tem a defender os pontos alusivos à final do ano passado.

Contudo, desengane-se quem pensar que a conquista do troféu em Melbourne Park trouxe consigo mudanças de relevo no quotidiano de Wozniacki. A própria esclarece: “A minha vida não mudou nada, continua tudo como antes. Na verdade, quando estou a treinar, o meu pai ainda me diz para mexer mais os pés, fazer isto ou fazer aquilo. Há coisas que ainda preciso de melhorar, portanto nada mudou a esse respeito”, disse, em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira.

Mas será que não mudou mesmo nada? A dinamarquesa de 27 anos moldou a sua resposta para dar conta de um pequeno “detalhe” que não mais voltará a incomoda-lá. “Bem, talvez a única coisa que tenha mudado é que agora as pessoas já não abordam a questão de eu ser número 1 mundial sem um título do Grand Slam. Então, sim, esta é a diferença e é uma mudança que me deixa muito feliz”, afirmou, bem-disposta.

Caroline Wozniacki chega a Doha depois de ter gozado de uns dias de descanso no seguimento da derrota precoce em São Petersburgo e admitiu que esse tempo lhe soube pela vida. “Acho que sou uma sortuda, porque não sou uma tenista que precise de treinar todos os dias para jogar bom ténis. Por isso, não treinei no court enquanto estive em casa. Fiz apenas algumas caminhadas e fui ao ginásio algumas vezes para me manter ativa, mas além disso relaxei, dormi, comi bem e tratei de algumas coisas pendentes. Foi muito bom”, apontou.

Duas vezes finalista em Doha, Wozniacki ficará a conhecer esta terça-feira o nome da adversária com quem medirá forças na segunda ronda. Para já, só sabe que será uma tenista alemã: Tatjana Maria ou Carina Witthoeft. O que a líder do ranking também já sabe é que não terá Maria Sharapova no seu caminho.

Licenciado em Sociologia e Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação (ISCTE). Privilegiado por viver numa das melhores eras da história da modalidade. Contacto: joaocorreia@raquetc.com