Regresso oficial de Serena Williams terminou com derrota num encontro simbólico

Serena Williams
Fotografia: Fed Cup

Foi um encontro simbólico aquele que marcou o regresso oficial de Serena Williams à competição. Sem jogar um torneio desde que venceu o Australian Open, em 2017, a norte-americana de 2017 participou no duelo de pares entre Estados Unidos da América e a Holanda, que já não tinha qualquer influência no desfecho daquela eliminatória da Fed Cup.

A jogar sem ranking (porque não competiu nos últimos 12 meses) pela primeira vez desde que se estreou na classificação, no século passado, Serena uniu esforços com a irmã, Venus, pela primeira vez desde 2003 para um encontro da Fed Cup.

E, no final, foram as holandesas Lesley Kerkhove e Demi Schuurs quem ficaram com a vitória, ao vencerem as irmãs mais conhecidas da história do desporto pelos parciais de 6-2 e 6-3 num encontro em que a mais nova das duas ainda deixou muito a desejar. Afinal, não compete há 13 meses e pelo meio foi mãe pela primeira vez, pelo que o regresso terá de ser feito “passo a passo”. Para já, está dado o primeiro dentro do campo.

No que à eliminatória diz respeito, os Estados Unidos da América ficaram com a vitória por 3-0 (venceram os três primeiros singulares, pelo que o quarto não se disputou e o confronto passou logo para o par, onde Serena pôde então voltar) e estão nas meias-finais.

A grande surpresa foi a Alemanha

Numa semana recheada de ação entre países, a grande surpresa foi a Alemanha. Porque se é verdade que a equipa germânica conta, habitualmente, com algumas das melhores jogadoras do mundo, para os quartos de final frente à Bielorrússia o capitão Jens Gerlach não pôde contar nem com Angelique Kerber, nem com Julia Goerges, nem com Carina Witthoeft, nem com Laura Siegemund, nem com Mona Barthel nem com Andrea Petkovic.

Não, não está a ler mal. A equipa visitante ficou de tal forma desfalcada que inicialmente só convocou três jogadoras. Por isso, e mesmo não contando com Victoria Azarenka, a Bielorrússia era vista como a grande favorita.

Pelo que foi com grande surpresa que, no final deste domingo — para o qual entrou com o 1-1 –, a equipa da casa acabou derrotada por 3-2, graças à vitória de Anna-Lena Groenefeld e Tatjana Maria no par, por 6-7(4), 7-5 e 6-4. Em Minsk, houve emoção até ao fim.

Para além dos EUA e da Alemanha, também a República Checa (3-1 frente à Suíça, em Praga) e a França (3-2 frente à Bélgica, em Mouilleron le Captif) avançaram para as meias-finais do Grupo Mundial. Já no Grupo Mundial II, Eslováquia, Austrália, Roménia e Itália venceram, ganhando direito a disputar o play-off em abril.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."