Marcelo Ríos mostra-se arrependido: “Achei que imitar o Maradona seria engraçado”

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Após o comportamento inaceitável vem o pedido de desculpas. Para o ícone do ténis chileno Marcelo Ríos, é apenas mais um dia no mundo do ténis.

No inicio deste mês, durante o decorrer das eliminatórias referentes à Taça Davis, o ex-jogador protagonizou uma atitude reveladora de uma falta de respeito gritante para com os jornalistas que se encontravam no local. Quando entrevistado relativamente à prestação e desenvolvimento dos seus compatriotas, el Chino decidiu utilizar a mesma expressão já antes proferida pelo conceituado futebolista Diego Maradona: “Como diz o meu amigo pessoal, Diego Armando [Maradona], que a chup** toda”, atirou.

Entretanto, alguns dias após o sucedido e a prestar contas com uma multa de 2.500 mil dólares, o ex-número um mundial refletiu sobre as suas atitudes e reconheceu o seu comportamento inadequado através de uma carta enviada ao diretor do jornal diário do seu país, El Mercurio. Nela, Rios confessa a sua inimizade para com os jornalistas ao mesmo tempo que admite a infelicidade das suas declarações, sublinhando que desta vez perdeu toda e qualquer razão.

Marcelo Rios, antigo número 1 mundial e finalista do Australian Open em 1998, disse estar arrependido das suas mais recentes declarações polémicas. Fotografia: Alex Diaz

“O que prejudica as minhas memórias [de jogador de ténis profissional] é o constante assédio dos media e as suas falsidades que só procuram vender noticias sensacionalistas”, começa por afirmar. “Isso provocou em mim uma má reação, de proteger a minha privacidade e de não satisfazer aquilo que as pessoas exigiam de mim”, explicou.

“Cometi o primeiro erro quando coloquei todos os jornalistas no mesmo saco e pensei mal de todos. Na semana passada, quando me perguntaram algo relacionado com a disputa na Taça Davis, eu respondi de modo grosseiro, acreditando que imitar Maradona seria engraçado. Erro grave. Não estava a ser atacado, como geralmente acontece”, confessa numa tentativa de se redimir.

A mensagem termina com um aparente sincero pedido de perdão dirigido a todos os visados, desde aos próprios profissionais diretamente afetados como aos seus familiares, amigos e até estudantes de jornalismo. Pode ser lida na integra e em espanhol aqui, no website Emol que a citou.

António Vieira
Natural de Lisboa e licenciado em Gestão, vê no Ténis uma extraordinária modalidade com vasto potencial a ser explorado em Portugal. Tem como principal objetivo a contribuição no seu crescimento partilhando com o Mundo a sua espetacularidade.