Taça Davis: Confira os principais destaques da eliminatória

Os últimos três dias foram marcados por mais uma eliminatória da Taça Davis. O Raquetc marcou presença em Marbella, onde acompanhámos de perto o duelo entre a Espanha e a Grã Bretanha. Após o “milagre” de Cameron Norrie, os anfitriões acabaram por confirmar o favoritismo avançando até aos quartos de final da competição. Adicionalmente, também cobrimos outro dos principais encontros que colocou frente a frente as seleções da Austrália e Alemanha, desta feita tendo a vitória sorrido aos visitantes.

Ainda assim, ficou bastante por relatar. Além dos dois encontros referidos acima, tiveram lugar outras seis eliminatórias referentes ao Grupo Mundial e outro vasto leque de partidas relativas aos restantes grupos menos cotados da maior competição do mundo por nações.

Aqui, procuramos elaborar um resumo dos acontecimentos que ficaram por divulgar nos últimos três dias.

Grupo Mundial

Começamos em terras do sol nascente. Foi em solo nipónico que o Japão e a Itália protagonizaram três extraordinários encontros de singulares de cinco sets. No final dramático, foram os europeus a sair por cima com Fabio Fognini a figurar indubitavelmente como herói da eliminatória. O resultado fixou-se em 3-1.

Inevitavelmente, a Taça Davis é uma competição ingrata no sentido em que muitas vezes os melhores tenistas de cada país, por diversas razões, ficam de fora da contenda. Que o diga a Suíça, que não foi capaz de contar com Roger Federer e Stan Wawrinka, jogadores esses que provavelmente ajudariam a um desfecho diferente daquele que se sucedeu. No extremo leste da Europa, foi o Cazaquistão, impulsionado pelos seus melhores jogadores Mikhail KukushkinDmitry Popko, a triunfar por 4-1.

A Bélgica, finalista da edição transata, também progride para os quartos de final. A seleção encabeçada por David Goffin, usufruindo do fator casa, saiu por cima no duelo frente à Hungria. O primeiro dia da eliminatória revelou-se fundamental com os belgas a vencerem as duas partidas de singulares. No dia seguinte, os húngaros levaram a melhor na vertente de pares colocando tudo em aberto. No final os anfitriões não deram azo a surpresas e colocaram um ponto final na disputa com um vitória da sua estrela.

Se um finalista de 2017 avançou na competição, o eventual vencedor também não se deixou ficar. A poderosa França recebeu a mais modesta equipa da Holanda e confirmou o favoritismo com o resultado final de 3-1. Os holandeses até começaram melhor ao colocarem-se na frente com uma vitória no primeiro jogo, mas os triunfos tanto no jogo seguinte como na vertente de pares serviram de mote para a reviravolta dos franceses. No último dia, Adrian Mannarino emendou a derrota do primeiro encontro assegurando a passagem à próxima fase para o seu país.

Em terras croatas, o finalista do Australian Open Marin Cilic apenas deu o seu contributo na partida de pares, na qual saiu vitorioso após o empate na eliminatória registado no final do primeiro dia de competição. A partida decisiva foi protagonizada por dois dos mais talentosos jovens da denominada NextGen. Borna Coric e Denis Shapovalov mediram forças na cidade de Osijek, com o jogador da casa a revelar-se avassalador e a resolver o encontro em três sets. O resultado final fixou-se em 3-1.

Finalmente, o conjunto norte-americano viajou até solo sérvio. onde discutiu uma eliminatória sem história frente à seleção da casa. A Sérvia, com Novak Djokovicrecuperar de uma operação, apresentou-se claramente fragilizada frente aos mais cotados jogadores dos Estados Unidos da América. Sam Querrey e John Isner não facilitaram nos encontros de singulares e o mesmo se verificou na vertente de pares. No último dia disputou-se uma partida já sem nada em jogo que permitiu à equipa da casa obter o ponto de honra.

Grupo I

Equipas apuradas para o playoff de acesso ao Grupo Mundial: China, Paquistão, Israel, Áustria, Chile, Colombia, Suécia (próximo adversário de Portugal) e Brasil.

Grupo II

Equipas apuradas para o playoff de acesso ao Grupo I: Filipinas, Tailândia, Hong Kong, Egito, Zimbabwe, Finlândia, Roménia, Dinamarca, Marrocos, Líbano, Lituânia, Polónia, Peru, Uruguai, Venezuela e México.

Grupo IV

Equipas apuradas para o Grupo III: Omã e Singapura.

António Vieira
Natural de Lisboa e licenciado em Gestão, vê no Ténis uma extraordinária modalidade com vasto potencial a ser explorado em Portugal. Tem como principal objetivo a contribuição no seu crescimento partilhando com o Mundo a sua espetacularidade.