Cameron Norrie: “Eles são grandes jogadores, mas não são nada do outro mundo”

MARBELLA – Tal como apontavam as previsões, foi a Espanha a sair por cima do duelo frente à Grã-Bretanha a contar para a primeira eliminatória do Grupo Mundial da Taça Davis.

Os britânicos, órfãos das suas duas maiores figuras (Andy Murray e Kyle Edmund), acabaram por ser derrotados por 3-1, mas foi no seio desta equipa que surgiu a maior surpresa da eliminatória, o estreante na competição, Cameron Norrie.

O tenista nascido na África do Sul e naturalizado britânico derrotou Roberto Bautista Agut no primeiro dia e dificultou bastante a tarefa Albert Ramos no terceiro. No final do seu segundo e último encontro, o jovem de 22 anos foi questionado sobre o que é que aprendeu com esta experiência.

“Aprendi que consigo jogar ao nível destes jogadores. Eles são grandes jogadores, mas não são nada do outro mundo. Há muitos aspetos positivos que posso retirar desta eliminatória. O principal é que consigo jogar em terra e ter bons resultados nela”, declarou o número 114 mundial, que não jogava um encontro profissional em terra desde 2013.

“O meu principal objetivo para esta eliminatória era desfrutar dela e acabou por ser uma experiência ridiculamente boa. Acho que este fim de semana mudou completamente a minha perspetiva em relação a muitas coisas”, admitiu.

Cameron Norrie fez a estreia absoluta na Taça Davis frente à Espanha.

Já para Leon Smith, capitão da equipa britânica, esta eliminatória foi importante para dar experiência a novos jogadores e para poder tirar ilações sobre eles.

“Agora estamos à procura de algo mais para seguir e temos o Cameron que esta semana colocou todos a falar dele. Esta referência que levamos daqui é muito importante para o futuro. Esse foi um dos pontos positivos desta eliminatória”, contou em conferência de imprensa.

O treinador escocês falou ainda na ausência de Andy Murray dos resultados de Kyle Edmund na mais recente edição do Australian Open.

“Sentimos falta do Andy, de o ter na competição, de o ver a jogar as rondas finais dos torneios. Estamos ansiosos para o ter de volta e será um alívio para todos. Também foi muito importante ver o que o Kyle alcançou na Austrália, conseguir ver o nível de ténis que consegue exibir”, comentou.

Francisco Semedo
A tirar a licenciatura em Turismo na Universidade Europeia, desde cedo se interessou pelo ténis. Começou aos 9 e desde então tem um olhar atento e constante de tudo o que se passa naquela que considera ser a melhor modalidade a todos os níveis.