Marin Cilic: “Ninguém me perguntou sobre o que eu achava de ter o teto aberto ou fechado”

O calor foi um dos temas mais falados durante as duas semanas no Australian Open e nem a final escapou a esse tema. Numa decisão de última hora, a organização do torneio australiano decidiu que a final masculina iria ser disputada com o teto da Rod Laver Arena fechado.

A razão apresentada pela organização foi o facto de além do calor (cerca de 38 graus Celsius), haver humidade com níveis que ainda não se tinham registado nestas duas semanas.

Em conferência de imprensa, Marin Cilic foi questionado sobre se a organização lhe tinha pedido opinião antes da final. O croata foi claro.

“Não, ninguém me perguntou [sobre o que eu achava de ter o teto aberto ou fechado]. Apenas disseram-me que estavam a pensar nessa decisão e que a iam tomar por volta das 19h, mesmo antes do encontro”, afirmou, dizendo que não se teria importado caso não houvessem mudanças significativas e que o tivessem avisado.

“Eu não me importaria de ter o teto fechado, mas foi uma grande diferença de temperatura. Lá fora estavam 38, depois eu entrei e estavam 23, 24. Estava mais fresco do que eu pensava”, justificou.

Segundo o croata, esta decisão acabou por pesar no início do encontro. “Durante todo o torneio joguei em outdoor, e preparei-me para jogar com 38 graus. Depois jogo a final com o teto fechado e torna-se mais difícil”, continuou.

“Acho que essa decisão mudou um pouco as coisas. Foi difícil ajustar, especialmente no início do encontro. Foi muito difícil estar nessa situação”, finalizou o número seis mundial.

Francisco Semedo
A tirar a licenciatura em Turismo na Universidade Europeia, desde cedo se interessou pelo ténis. Começou aos 9 e desde então tem um olhar atento e constante de tudo o que se passa naquela que considera ser a melhor modalidade a todos os níveis.