Wozniacki: “Depois de estar quase fora do torneio não tenho nada a perder”

Caroline Wozniacki
Fotografia: Ben Solomon/Tennis Australia

Há quatro dias, Caroline Wozniacki esteve a um ponto de se despedir do Australian Open na segunda ronda. Este domingo, carimbou mais um triunfo para chegar pela primeira vez desde 2012 aos quartos de final do “Happy Slam”.

Por isso, a dinamarquesa aborda a continuidade no primeiro Grand Slam da temporada de forma otimista e, até, um pouco mais descontraída: “Acho que depois de estar quase fora do torneio não tenho nada a perder. Simplesmente entro em campo e divirto-me. Joguei muito bem estando a perder por 1-5 e desde aí basicamente tenho mantido o nível.”

As palavras foram proferidas pela segunda classificada do ranking mundial na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro com Magdalena Rybarikova, em que considera ter “jogado muito bem. Tentei manter-me agressiva e devolver muitas bolas, que acho que foi algo que ao fim de algum tempo lhe colocou um pouco de pressão.

E, apesar de estar a atravessar um dos melhores momentos da carreira — vem da conquista do WTA Finals e este ano já chegou à final de Auckland –, Caroline Wozniacki diz que “podemos sempre melhorar. Acho que essa é a coisa mais divertida e também a mais frustrante do ténis: podes sempre melhorar. Podemos ver isso mesmo no Roger e no Rafa, que são dois dos melhores jogadores de sempre.”

Como próxima adversária, a ex-número 1 mundial terá a espanhola Carla Suarez Navarro, uma jogadora que conhece bem e contra a qual espera dificuldades: “Já tivemos encontros muito duros no passado. Piso rápido é um pouco diferente, mas espero uma batalha muito difícil e muito bom ténis.”

Apesar de esta já ser a sua melhor campanha em Melbourne desde o ano de 2012, em que atingira os quartos de final pela última vez, Wozniacki ainda não se imagina a erguer o troféu (que a acontecer será o seu primeiro em torneios do Grand Slam): “Jogo um encontro de cada vez. Já jogámos quatro, ainda faltam três. Há um longo caminho a percorrer, por isso foco-me no encontro que está à minha frente.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."