Djokovic e o “novo” serviço: “Precisei de tempo para me ajustar mas estou contente com as melhorias”

Novak Djokovic
Em Melbourne, o sérvio sente-se em casa: ninguém tem tantos títulos quanto ele na Era Open / Fotografia: Elizabeth Bai/Tennis Australia

Depois das dúvidas, uma novidade: Novak Djokovic voltou aos courts e à “competição” esta semana, com um encontro no torneio de exibição Kooyong Classic, e apresentou um novo movimento de serviço. Agora, dias depois e em vésperas do Australian Open, o sérvio abordou detalhadamente a nova técnica em conferência de imprensa.

Era a parte do meu jogo que tinha de abordar por causa do problema no ombro. Tenho trabalhado nela no último par de meses quer com o Radek, quer com o Andre, que passou uma semana inteira com a equipa”, começou por contar Djokovic, que chega a Melbourne com seis troféus de campeão no palmarés. Como ele, só Roy Emerson, mas o sérvio é o único a ter vencido seis na Era Open.

“Apesar de não ser muito diferente do anterior, os pequenos ajustes e mudanças fizeram uma grande diferença mentalmente e precisei de tempo para me ajustar e perceber se era ou não bom para mim”, continuou, fazendo referência ao encurtar do movimento.

E, apesar de ainda só o ter experimentado numa situação de jogo — no mesmo dia jogou o Tie Break Tens, mas a sua participação reduziu-se a um super tiebreak –, Novak Djokovic mostra-se muito satisfeito com o processo: “Até agora tem estado a funcionar muito, muito bem. Estou contente com o novo movimento, não quero dizer novo serviço mas sim novo movimento de serviço. São melhorias que acho que me permitem ser mais eficiente com o serviço e diminuir a carga no cotovelo, que é algo que obviamente tenho de fazer por causa da lesão.”

Agora, é esperar. O primeiro teste “a sério” acontecerá já na terça-feira, quando enfrentar Donald Young por um lugar na segunda ronda do Australian Open.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."