Vandeweghe revela que Pat Cash a tem ajudado a construir uma atitude mais positiva

Coco Vandeweghe 01
Fotografia: USTA/Darren Carroll

A atual número 10 do ranking WTA, Coco Vandeweghe, em declarações à estação televisiva ESPN, confessou que o australiano Pat Cash, seu treinador desde o mês de junho, tem trabalhado arduamente no sentido de a ajudar a construir uma atitude mais positiva enquanto atleta, esperando que esse esforço seja recompensado já em Melbourne.

Mundialmente conhecida no circuito profissional pelo seu estilo de jogo ofensivo e considerada por alguns como uma pessoa arrogante, Coco Vandeweghe considera que essa conjetura está longe de ser verdade. “Eu não me considero uma pessoa arrogante quando estou a conviver com as pessoas ou a andar por aí, mas aparentemente muita gente me chama isso. E eu não entendo a razão”, afirmou.

Porém, a norte-americana confessa tentar afastar-se ao máximo dessas opiniões menos positivas.”Claro que (essas opiniões) não me fazem sentir incrível. Mas, no final do dia, nunca liguei muito ao que as pessoas dizem de mim e nunca deixei que isso me afetasse”.

De qualquer forma, a atleta norte-americana, semifinalista no Australian Open e no US Open na passada temporada, tem vindo a trabalhar ao máximo no sentido de melhorar a sua atitude. Esse processo teve início após a derrota frente a Magdalena Rybarikova nos quartos de final do torneio de Wimbledon, quando Pat Cash a obrigou a continuar pelo torneio para ver os restantes jogos e para treinar, o que não era algo habitual.

“Era quase como se ele estivesse a colocar sal na ferida. Ele manteve-me por lá, continuei a treinar, fiquei a acompanhar as vitórias de toda a gente, pude continuar a ouvir a multidão e a ver o estádio. Fiquei por lá até às finais”, confessou Vandeweghe que, geralmente, apanha “o primeiro voo após perder num Grand Slam”.

“Olhando para trás, posso dizer que foi (uma motivação extra), mas na altura eu só pensava ‘Odeio cada segundo que passo aqui’. Ele gosta de aplicar truques mentais Jedi em mim”, contou a norte-americana.

Ema Gil Pires
Alfacinha de gema e atualmente a concluir a licenciatura de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, sentiu desde sempre uma enorme paixão pelo mundo do Ténis. Seja a escrever sobre ele, ou até mesmo dentro de court.