Andy Murray “estará pronto” para Wimbledon, afirma Chris Evert

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A antiga número 1 mundial Chris Evert considera que o escocês Andy Murray, que se encontra afastado do circuito profissional devido a uma lesão na anca que o afeta desde o torneio de Wimbledon da passada temporada, estará recuperado a tempo de participar na edição deste ano do Grand Slam londrino.

Apesar de o escocês ter já sido submetido a sucessivas intervenções cirúrgicas à anca ao longo do último ano, a ex-tenista norte-americana acredita que não faltam razões ao antigo número 1 mundial para trabalhar arduamente na sua recuperação até essa altura. “Se alguém tem incentivo para ficar novamente em forma para competir em Wimbledon, esse alguém é Andy Murray. Eu penso que ele estará pronto para o torneio”, afirmou.

Porém, Chris Evert aconselha Murray a fazer algumas alterações nas suas rotinas de treino para que possa voltar a figurar no topo do ranking, considerando que o jogador tem, ao longo destes anos, submetido o seu corpo a uma carga de treino excessiva. “Talvez ele se inspire em Roger Federer e mude toda a sua filosofia de treino”, considerou Evert.

AndyMurray Wimbledon 2017
Não têm sido tempos nada fáceis para o antigo número 1 mundial. Fotografia: AELTC/Eddie Keogh

Por outro lado, a americana considera que esta lesão pode ser, de certa forma, um ponto de viragem na carreira do campeão de três torneios do Grand Slam. “Ele prolonga os pontos um pouco mais do que precisa e talvez isto (a lesão) possa vir a ser uma ‘benção disfarçada’. Talvez isto o obrigue a reavaliar-se e a jogar de um modo mais agressivo. É um ajuste que ele definitivamente terá que fazer”.

Mas Patrick McEnroe, também em declarações à estação televisiva ESPN, duvida que Andy Murray consiga voltar a atingir o seu melhor nível. “Infelizmente não estou otimista graças ao que sei acerca de cirurgias à anca em tenistas”, confessou, salientando que não se lembra de algum jogador que “tenha sido operado à anca e tenha voltado a 100%. A anca é um sítio sensível para um tenista”, observou McEnroe.

“Ele não é o Roger Federer, nem mais ninguém o é. Estes jogadores não conseguem (regressar após lesão) tão facilmente como o Roger aparenta fazê-lo”, afirmou o antigo capitão norte-americano da Taça Davis.

Ema Gil Pires
Alfacinha de gema e atualmente a concluir a licenciatura de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, sentiu desde sempre uma enorme paixão pelo mundo do Ténis. Seja a escrever sobre ele, ou até mesmo dentro de court.