Frederico Silva quer transformar o Cabo das Tormentas no Cabo da Boa Esperança

2017 foi um calvário para Frederico Silva. Bicampeão em torneios de Grand Slam júnior, o pupilo de Pedro Felner conseguiu competir sem grandes problemas físicos apenas durante quatro meses devido a duas lesões nos pulsos.

O RAQUETC esteve à conversa com o jovem português, que olha para 2018 com ambição e, acima de tudo, esperança: “Tenho estado a fazer tratamentos e a fazer todos os possíveis para voltar o mais rápido e melhor possível.”

Com a lesão localizada no pulso, fica complicado para Frederico Silva conseguir, sequer, pegar numa raquete de ténis. No entanto, o português de 22 anos afirma que tem “treinado bastante fisicamente e tenho aproveitado para melhorar os restantes aspetos do meu jogo”, já que, neste momento, Silva só está “limitado a bater esquerdas.”

Apesar de admitir ter sido o “ano mais difícil da minha carreira”, Frederico Silva vê o copo meio cheio. Vários jogadores têm passado grandes tormentos com lesões nos pulsos (como Del Potro, por exemplo), mas Frederico Silva mantém-se otimista e, na verdade, nem tudo foi mau na temporada de 2017.

“Foi um ano bastante difícil, mas foi um ano que também me dá alguma motivação porque tive a minha primeira vitória num torneio ATP 250 [Millennium Estoril Open vs. #74 Istomin] e tive bons resultados nos poucos torneios Future [dois títulos] que consegui jogar e que me permitiu acabar o ano perto do top 350″, confessou-nos.

A verdade é que estando “apto para competir menos de metade do ano” e, mesmo assim, “terminar o ano perto dos 350 primeiros”, o tenista das Caldas da Rainha tem tudo para voltar a sorrir em 2018 e subir no ranking mundial.

O regresso ainda não tem data definida, mas Frederico Silva acredita “que possa ser para breve” que voltaremos a ver um dos tenistas portugueses mais talentosos a pisar um campo de ténis num torneio profissional.

Estudante de Mestrado Integrado em Engenharia Informática e de Computação na FEUP. Antigo atleta de competição e ligado à modalidade no campo jornalístico desde 2010. A paixão e anos de dedicação a este desporto fascinante levam-no a ter um olhar atento sobre o mesmo.