Muguruza admira a “técnica” de Federer, a “concentração” de Nadal e o “jogo” de Djokovic

Arquivada uma temporada em que se sagrou campeã de Wimbledon e do torneio de Cincinnati e em que liderou a hierarquia mundial pela primeira vez na carreira, Garbiñe Muguruza esteve recentemente nos estúdios da rádio Cadena SER, como convidada do programa El Larguero, para uma entrevista onde deixou claro que o seu grande objetivo é regressar ao lugar mais alto do ranking.

“O meu sonho de criança sempre foi ser número 1. Estar no topo é o melhor sentimento, é ótimo já ter experimentado essa sensação, porque ser segunda [do ranking] não é a mesma coisa. Regressar ao primeiro lugar é o meu objetivo principal, é o meu pensamento em cada treino”, frisou a espanhola, que ocupou o posto de número 1 mundial entre 11 de setembro e 2 de outubro.

A questão da praxe — ser número 1 ou vencer um torneio do Grand Slam — não faltou e a campeã de Wimbledon estabeleceu a diferença entre ambos os feitos. “A sensação de vencer um Grand Slam é incomparável. O número 1 é impressionante, mas é temporário. Vencer troféus e levá-los para casa pesa mais que o ranking“, observou.

Muguruza é uma tenista talhada para os winners e assenta o seu jogo na potência da sua pancada de direita, um pouco à semelhança das irmãs Williams, que a espanhola diz admirar. “Olho muito para os serviços das irmãs Williams. Têm uma força natural, elas espancam a bola”, salientou a número 2 da hierarquia antes de indicar trunfos de três lendas da modalidade: “Concentro-me muito na técnica de Federer, mas também na concentração de Nadal e no jogo de Djokovic”.

Aos 24 anos, Garbiñe Muguruza apresenta cinco títulos no currículo, dois dos quais averbados em torneios do Grand Slam. Mas o que é que a espanhola nascida em Caracas (Venezuela) precisa de melhorar no seu jogo para continuar a evoluir? “Eu gostaria de melhorar a perseverança. Gostaria de ter um jogo de pés mais rápido, melhorar o vólei e o serviço”, apontou.

Muguruza vai começar a época de 2018 em Brisbane, onde tem a defender a presença nas meias-finais da edição deste ano.

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Licenciado em Sociologia e Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação (ISCTE). Privilegiado por viver numa das melhores eras da história da modalidade. Contacto: joaocorreia@raquetc.com