David Ferrer espera que a próxima época não seja a última da sua carreira

Fotografia: Western & Southern Open

Apesar de estar longe dos lugares cimeiros do ranking e sem o fulgor de outros tempos, David Ferrer será sempre um dos nomes mais respeitados da história do jogo e tem uma carreira que fala por si. Aos 35 anos e descaído para o 37.º posto da hierarquia, o veterano espanhol espera continuar a jogar nos próximos anos, mas descarta traçar objetivos.

“O objetivo para a próxima época é não definir um objetivo, mas sim ir jogando semana após semana e desfrutar, tentando aproveitar todos os jogos em que participe”, declarou lucidamente à agência noticiosa EFE, à margem de um compromisso publicitário da marca Peugeot (da qual é embaixador), desejando que 2018 não marque o fim da sua carreira: “Não, espero que não”.

Este ano, Ferrer conquistou somente um título ATP (Bastad) e em termos de Grand Slam o melhor que conseguiu foi marcar presença na terceira ronda do Australian Open e de Wimbledon. O espanhol destaca os melhores momentos de uma temporada árdua. “Não comecei tão bem como gostaria, mas a verdade é que o verão foi bom, com o título em Bastad e a chegada às meias-finais de um Masters 1000 [Cincinnati].

O facto de terminar a temporada no modesto 37.º lugar para um tenista da sua craveira não tira o sono a Ferrer, que tem a humildade de reconhecer que a época foi “positiva” apesar da ausência de resultados mais consentâneos com uma carreira gloriosa.

“Obviamente, foi o pior ano em termos de classificação, mas o balanço é positivo. Consegui terminar a época nos 40 primeiros do ranking, patamar em que havia começado [21.º], e por isso vou encarar o próximo ano de forma positiva”, analisou.

Os tenistas mais novos que se têm procurado intrometer nos grandes torneios também não escaparam à ótica de Ferrer. “É bom que exista esta nova geração, porque durante muitos anos foram sempre os mesmos tenistas. Este ano foi aquele em que mais se notou uma mudança geracional, com Thiem, Goffin, Carreño… mas o Roger e o Rafa mantêm-se e isso está ao alcance de poucos, exibirem-se a este nível durante vários anos”, observou.

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Licenciado em Sociologia e Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação (ISCTE). Privilegiado por viver numa das melhores eras da história da modalidade. Contacto: joaocorreia@raquetc.com