Rui Soares vai ser o segundo português a participar no Campeonato do Mundo de Squash

O final de 2017 será mais um período histórico para o squash português: pela segunda vez na história, haverá um representante nacional a disputar um Campeonato do Mundo da modalidade. É ele Rui Soares.

Aos 24 anos, o melhor jogador português de todos os tempos (que é o número 143 do mundo) tem um lugar garantido no AJBell PSA World Championships 2017, o “mundial” de squash que se realiza em Manchester, Inglaterra, entre os dias 11 e 17 de dezembro. Em 2013, Cláudio Pinto já tinha participado no Campeonato do Mundo de Squash por intermédio de um wild card.

Contactado pelo RAQUETC, Rui Soares — que reside atualmente em St. Albans, a norte de Londres, partilhou toda a satisfação que sente por ter alcançado este feito. “Estou muito contente por ter a oportunidade de jogar o Campeonato do Mundo pela primeira vez. É, sem dúvida, a prova rainha do squash a nível mundial e só o poder participar nesta prova já é uma honra.”

O número 1 português descreve esta como “uma oportunidade única de representar o squash português a nível mundial, e a nível pessoal uma experiência muito positiva”, não escondendo que “vai ser um torneio muito duro, visto que estarão presentes os melhores jogadores de todos os continentes do mundo (do top 100 irão competir 97).”

Por isso, diz que “tudo dependerá muito do sorteio dos adversários com quem terei de jogar no quadro de qualificação (entre 64 jogadores). Fazer parte do grupo de 16 que irão chegar ao quadro principal (onde, à partida, já estão os 48 melhores) seria algo muito especial para mim e para o squash português, mas implica ganhar 2 jogos do quadro de qualificação, tarefa muito difícil mas para a qual parto com toda a motivação e determinação.”

Ao RAQUETC, Rui Soares adiantou ainda que “os lugares cimeiros serão seguramente disputados entre os jogadores egípcios, franceses e ingleses, podendo também alguns jogadores de grande nível individual de outros países (Nova Zelândia, Peru, Austrália, Alemanha, Hong Kong, Espanha) intrometer-se nesta luta pelos primeiros lugares.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."