Francisca Jorge, João Sousa, a paixão por Guimarães e o orgulho vimaranense

BELOURA – Foi na Beloura que celebraram a conquista dos primeiros títulos de campeões nacionais absolutos, mas é na cidade de Guimarães que estão os seus corações. A paixão vimaranense é visível (e audível) quer em Francisca Jorge, quer em João Sousa, que querem continuar a encher de orgulho a sua cidade — e também o país.

Quando ainda estava “a digerir” a vitória frente a Maria João Koehler na final feminina, Francisca Jorge disse — com uma seriedade que rapidamente se transformou em esperança — que “Conquistador só houve um, que foi D. Afonso Henriques. O João é o João e tem feito um percurso excelente e eu gostava muito de poder alcançá-lo e eventualmente ser a ‘Conquistadora’ de Guimarães.”

O orgulho na cidade de que é natural e a vontade de continuar a evoluir é evidente na jovem de apenas 17 anos, que se despediu da melhor forma possível deste torneio. É que ao título de singulares junta ainda o de pares, ganho lado a lado com Maria Inês Fonte.

Tal como ela, também João Sousa é de Guimarães e conquistou este domingo o título no Campeonato Nacional Absoluto pela primeira vez. Em conferência de imprensa, o número um português comentou a decisão anterior e o sucesso vimaranense nesta competição: “tive oportunidade de ver um bocadinho do jogo dela. As pessoas vimaranenses são sempre muito ‘bairristas’ e é muito bom ter dois campeões nacionais, em masculino e feminino. Nunca tinha acontecido e é ótimo para Guimarães.”

Na mesma conferência de imprensa, o número 1 mundial expressou ainda a vontade de “continuar a trabalhar para tanto eu como ela tentarmos fazer grandes coisas nas nossas carreiras”, desejo comum à jovem que o admira e sorri sempre quando houve o seu nome.

Por último, João Sousa não escondeu que este fim de semana “é ótimo para nós para também para a cidade, que acredito sinta muito orgulho em nós.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."