Nas finais do futuro (que é presente) ganhou o sul-coreano Hyeon Chung

Fotografia: Next Gen ATP Finals 2017

Aos 21 anos, final de temporada perfeito para Hyeon Chung: o sul-coreano, número 54 do ranking ATP, é o primeiro campeão do Next Gen ATP Finals — o “Masters” inventado pela Associação dos Tenistas Profissionais este ano e que visa reunir num palco (neste caso, o Fieramilano, em Milão) os oito melhores jogadores da temporada com 21 ou menos anos.

E a verdade é que o timing não podia ter sido melhor: sendo um dos jogadores mais velhos em prova, Chung não poderá voltar a participar na competição (dado que em 2018 já terá 22 anos), pelo que era esta a sua única oportunidade de inscrever o nome na lista de campeões deste novo torneio.

Assim foi, com o sul-coreano a mostrar ser dono de nervos e cabeça de aço ao longo de toda a semana para não perder qualquer encontro. Na final deste domingo, recuperou da desvantagem de um set para derrotar Andrey Rublev por 3-4(5), 4-3(3), 4-2 e 4-2, ele que já tinha derrotado o jogador russo na fase de grupos.

Porque antes de Rublev já tinha batido Denis Shapovalov, Gianluigi Quinzi b Daniil Medvedev, Hyeon Chung sai da cidade italiana com o primeiro título da carreira — que, apesar de não oficial, tem uma certa importância por reunir os melhores tenistas da geração — e um cheque chorudo de 390.000 dólares, qualquer coisa como 334.000 euros.

Quanto à ATP, tem razões para sair satisfeita desta semana de testes. As “finais do futuro”, ou da nova geração que no fundo é cada vez mais o presente, foram um verdadeiro sucesso por tudo o que de novo trouxeram.

É que com a “reunião” destes oito jovens chegaram também novas regras em teste, como encontros à melhor de cinco sets até aos 4 jogos, jogos sem vantagens, conversas entre jogadores e treinadores no final de cada set, o shot clock (limite de tempo entre o último ponto e o próximo serviço) ou a ausência dos juízes de linha, entre outras.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."