Denis Shapovalov: “Sou reconhecido em aeroportos e centros comerciais, é inspirador para mim”

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O canadiano Denis Shapovalov, uma das grandes sensações neste final de temporada, prestou recentemente algumas declarações numa conferência de imprensa em Toronto, à margem do Festival Internacional de Cinema (evento onde esteve presente), nas quais abordou os seus resultados mais recentes.

“A minha vida mudou completamente no mês passado”, afirmou o canadiano de 18 anos, que alcançou as meias-finais em Montréal e a quarta ronda no US Open. “Sou reconhecido em aeroportos e centros comerciais. É inspirador para mim ser reconhecido e ver todas estas crianças entusiasmadas por me verem”, prosseguiu.

De todos os triunfos recentes, aquele que mais se destaca foi frente a Rafael Nadal, no torneio canadiano: “É um aumento enorme de confiança e fez-me sentir que pertenço ao court juntamente com eles e que tenho o que é preciso para desferir as pancadas nos pontos importantes.”

Na visão do jovem tenista, o seu nível de jogo melhorou imenso: “Acho que muitos aspetos do meu ténis sofreram melhorias. O meu serviço e as minhas respostas estão a ficar melhores. Estou a subir mais vezes à rede mas o maior aspeto em que melhorei foi o meu espírito de lutador, apenas mantendo a calma e lutando por todos os pontos. Eu e a minha equipa trabalhamos nisso o ano inteiro”, disse.

Recuando um pouco no tempo, Shapovalov recordou o desaire na quarta ronda em Flushing Meadows aos pés do espanhol Pablo Carreño Busta e explicou o porquê de ter abandonado o court visivelmente emocionado: “Depois de perder, quando pousei as minhas malas para saudar o público, não estava à espera de todo aquele apoio. É um momento que nunca esquecerei, o de ter aquela gente toda a apoiar-me. Afinal de contas, estavam a mostrar-me o seu respeito. É um sentimento muito bom e espero voltar àquele court por muitos anos.”

A concluir, o atleta nascido em Israel abordou a confusão acerca do seu nome – até já foi chamado de Sharapova – e ainda os seus objetivos para a modalidade: “Tem sido assim a minha vida toda. Os meus pais disseram-me que as pessoas nunca vão acertar o meu nome. É engraçado o facto de as pessoas pronunciarem-no de várias maneiras. No papel, é intimidador porque existem muitos “o” e “a”. Quando os árbitros o vêem no papel ficam em pânico. Uma vez fui chamado de Sharapova. A alcunha que prefiro é provavelmente Shapo. Oiço muitos fãs chamarem-me assim e é um nome simples e que se destaca.”

“Um dia adoraria vencer um Grand Slam. Mas acho que ainda estou muito longe disso e ainda tenho muito que trabalhar. No final de contas, ainda só tenho 18 anos”, concluiu.

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