Carlos Moyá sobre Nadal: “Alguém que já alcançou tanto, vai sempre encontrar um novo desafio”

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Nas primeiras reações ao triunfo de Rafael Nadal no US Open, e consequente conquista do 16.º Grand Slam da carreira do maiorquino, o espanhol Carlos Moyá, um dos seus treinadores, teceu rasgados elogios em declarações publicadas no website do ATP World Tour.

“Quando entrei na equipa sabia que ainda havia muito para tirar do Rafa, que se ele se mantivesse saudável e continuasse a treinar com a mesma motivação, desejo e confiança, o ténis iria aparecer”, começou por dizer o antigo número um mundial, que se juntou este ano à equipa técnica do atual líder do ranking mundial.

“E de qualquer das formas estamos a falar de uma lenda, portanto as vitórias aparecem mais cedo ou mais tarde”, prosseguiu.

E se Nadal surpreendeu o seu agora treinador muitas vezes durante a sua carreira, tal já não acontece: “Muitas coisas surpreenderam-me. Quando vi o seu progresso, o quão rápido ultrapassou todas as fases de desenvolvimento, quando venceu Wimbledon, quando alcançou coisas que na altura eram impensáveis para o ténis espanhol… mas agora nada me surpreende. Ele dá sempre o melhor de si. Estamos a falar de um dos melhores jogadores da história e, como tal, a minha fé nele é forte.”

No que aos próximos anos diz respeito, Moyá acredita que Nadal vai continuar no topo por mais algum tempo: “Se ele conseguir manter-se saudável como está atualmente, sem lesões, motivado e a cuidar de si como tem feito, vamos ouvir falar do Rafa nos próximos anos. É um jogador que quebrou recordes enquanto adolescente e que agora quebra-os enquanto veterano. Isto é algo que não vimos muito na história do ténis. As pessoas falam do quão físico é o ténis mas, aos 31 anos, aqui está ele a vencer dois Grand Slams, logo atrás do Federer”, apontou.

O campeão de Roland Garros em 1998 reforça a sua ideia quanto à longevidade de Nadal. “Não devemos subestimar o seu talento, a sua capacidade de melhorar, de analisar as coisas. Para mim, não há razão para pensar que ele não consiga manter-se por muitos mais anos no circuito.”

E a motivação? Segundo Moyá, não será problema: “Alguém que já alcançou tanto, vai sempre encontrar um novo desafio. Não sobram muitos mais, mas ainda existem alguns. Ele é uma pessoa muito competitiva e exigente e isso ajuda muito. Vai continuar a encontrar motivação e a maior motivação vai ser continuar a melhorar, a evoluir, a manter-se competitivo e ele sabe que se conseguir fazer isso, as chances de vencer torneios e manter-se no topo irão surgir”, finalizou.

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