Taro Daniel: “Sinto-me quase em casa em Portugal, gosto sempre muito de jogar aqui”

LISBOATaro Daniel é o segundo e último finalista do quadro de singulares do Lisboa Belém Open. O tenista nipónico superou os 40 graus que se fizeram sentir na capital portuguesa e o ténis do talentoso Gianluigi Quinzi para se apurar para mais uma final de torneios Challenger ATP, esta “quase em casa”.

Com base de treinos em Valência, o japonês que nasceu em Nova Iorque começou por fazer a análise ao encontro, que venceu por 7-6(5) e 7-6(5): “Foi um jogo muito difícil fisicamente. Não foi muito limpo, eu gostava de ter jogado de forma um pouco mais agressiva mas estava nervoso e não comecei da melhor forma. Ele tem um jogo engenhoso mas acho que fui capaz de me mantar forte mentalmente e isso foi o mais importante.”

Amanhã, dia em que defronta Oscar Otte na final, Daniel espera “fazer um jogo mais limpo e eficaz” frente ao alemão, que diz não conhecer muito bem. Ainda assim, o número 93 do mundo espera “um jogo muito mais rápido frente a um jogador com um grande serviço e uma grande direita. Vou ter de ser muito mais rápido e estar preparado para mais winners.”

Questionado sobre o “segredo” para jogar tão bem em Portugal — onde este ano já tinha atingido os quartos de final do Millennium Estoril Open –, Taro Daniel diz que se sente “quase em casa porque vivo em Espanha, que é muito perto de Portugal. Vim cá muitas vezes jogar Futures, agora Challengers e ATPs e estou familiarizado com a comida e tudo isso. Gosto sempre muito de vir cá.”

Já muito experiente e viajado, o nipónico deixou ainda elogios ao mais recente torneio do calendário Challenger ATP: “É um clube muito bonito e agradável, que tem muitos campos para treinarmos, ótimos transportes e a comida… Não precisamos de mais nada, é muito bom!”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."