João Domingues: “Felizmente ando a fazer muitos jogos e é normal chegar a um ponto de algum desgaste”

LISBOA – Visivelmente desgastado. Foi assim que João Domingues se apresentou na conferência de imprensa após derrota nos oitavos de final do Lisboa Belém Open, um encontro que não conseguiu ter os níveis de energia necessários para lutar por um resultado favorável.

O tenista português, natural de Oliveira de Azeméis, confessou que “em nenhum dos encontros deste ano me tinha acontecido tal coisa. Felizmente tenho tido uma época muito carregada e estava sem energia, sem ser capaz de ser reativo ou manter-me sólido mentalmente.”

A ficar “impaciente à mínima coisa” e com o foco longe do encontro, Domingues sabe que “isso também é consequência daquilo que ando a fazer, que é jogar muitos jogos”, e que por isso “é normal chegar a um ponto de algum desgaste”, pelo que tem planeada uma pequena pausa para “ficar saudável o resto do ano e bem da próxima vez que competir.”

Sobre o campo, que “não é o melhor campo em que já joguei” e que tem sido reparado por diversas vezes ao longo de vários dos encontros que se vão jogando ao longo da semana, o número 4 português diz que as condições foram indiferentes para o desenrolar do encontro “porque são iguais para os dois”.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegaram o padel e o squash. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."