Gastão Elias: “Senti-me num encontro de um sub-14 contra um homem”

LISBOA – Foi um Gastão Elias visivelmente desiludido “por não conseguir jogar o meu ténis” aquele que se apresentou na sala de conferências de imprensa do CIF – Club Internacional de Foot-Ball após a derrota na ronda inaugural do Lisboa Belém Open.

“Faltaram-me 10kg de músculo”, começou por revelar o número 2 português depois da derrota para Joris De Loore. “Senti-me num encontro de um sub14 contra um homem. [Isso] deveu-se Às condições, que estavam muito melhores para ele do que para mim. Em nenhum momento consegui fazer o que queria e ele com aquela altura e força parecia um homem a bater num menino.”

Ao mesmo tempo que afirmava que “perder não é desesperante” e que estava, sim, “triste por não ter conseguido jogar o meu ténis devido às condições muito lentas”, Elias sentiu que “só iria ganhar o jogo se ele o perdesse, ou se ficasse cansado. Aguentei-me o máximo que pude a correr e a jogar a bola para cima porque não tinha força nem bícep para bater na bola.”

Com “muitas dificuldades em gerar força em condições tão pesadas” quanto estas ao longo de todo o encontro, Gastão lamentou que o campo tenha “mudado radicalmente de um dia para o outro. Eu e o Pedro [Sousa] andámos a treinar aqui a semana toda e o campo era seco, rápido, e de um dia para o outro ficou assim, lento, pesado, húmido. Jogámos os dois sets com 25 graus e nem foi preciso regar… Tenho pena de ter treinado uma semana inteira numas condições que não tiveram nada a ver com as do torneio.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."