Rui Machado e o Lisboa Belém Open: “Acho que um português pode chegar à final e levar para o título para casa”

Atualmente a desempenhar funções na Federação Portuguesa de Ténis como Coordenador Técnico Nacional, Rui Machado esteve presente na conferência de imprensa de apresentação do Lisboa Belém Open, torneio do qual o Raquetc é media partner oficial.

O ex tenista luso, que agora orienta os jogadores residentes no Centro de Alto Rendimento do Jamor falou ao Raquetc sobre a importância que um torneio deste nível tem para o ténis português e do seu atual nível, além do que espera da prestação portuguesa no segundo maior torneio realizado em solo nacional.

“Um torneio desta categoria é muito importante. Não só porque dá oportunidade aos nossos melhores atletas de competir mais uma semana, a oportunidade de competir no seu país, cómodos nas condições que eles gostam, dá oportunidade ao público de estar próximo dos nossos melhores jogadores e de ver mais uma semana de excelente ténis”, começou por dizer, afirmando ainda que este Challenger poderá ser uma rampa de lançamento para outros torneios deste nível surjam.

“Sobretudo é mais um impulso para que outros clubes e outras organizações possam ganhar coragem de tentar fazer mais e quem sabe para o ano em vez de um Challenger tenhamos dois e daqui a três termos três”, disse o algarvio.

Confirmados, estão já sete portugueses no quadro principal, podendo este número crescer caso algum tenista luso supere a fase de qualificação. Para Rui Machado este número é a prova de que o ténis nacional tem vindo a crescer nos últimos tempos e que o trabalho de formação está no bom caminho.

“O nosso nível médio está a subir. Comparando com há 10 anos atrás o nosso nível médio está muito melhor. É fruto do trabalho que se tem vindo a fazer nos clubes e academias, nos grupos de trabalho de competição que se tem criado ao longo destes anos. É fruto de alguns jogadores e algumas famílias começarem a acreditar cada vez mais que o ténis pode ser uma profissão e não só como um passatempo”, comentou o ex top-100 mundial.

“Penso que temos tudo para que o nível de ténis continue a melhorar, pois acredito que se o nosso nível médio for mais elevado vamos conseguir apoiar os melhores atletas e assim teremos melhores resultados no futuro”, continuou, falando de seguida sobre as possibilidades dos tenistas lusos no torneio que se joga no CIF – Club Internacional de Foot-Ball.

“Acho que um português pode chegar à final e levar para casa o título porque temos portugueses a jogar aqui com qualidade suficiente. Temos um Gastão Elias que é claramente um favorito, temos o Pedro Sousa que joga completamente em casa e que acabou de vencer um Challenger há menos de dois meses, o João Domingues venceu há menos de um mês.”, constatou.

Questionado sobre se a boa prestação dos jogadores nacionais no Millennium Estoril Open será um fator para que estejam melhor preparados para jogar o único torneio Challenger em solo nacional, Rui Machado não tem dúvidas.

“Claro que sim. Não só o Estoril Open os prepara melhor para este torneio como este torneio os prepara melhor para os torneios seguintes. Quanto mais torneio de nível superior eles jogarem mais o seu ténis vai evoluir. Certamente teremos os portugueses com mais nível aqui do que há um mês atrás. Existem momentos de forma e pode haver portugueses com semanas menos positivas, mas acredito que estarão todos bastante competitivos”, finalizou.

Recorde-se que o Lisboa Belém Open contará com todos os melhores jogadores portugueses da atualidade, à exceção de João Sousa e que se joga entre os dias 10 e 18 de junho no CIF – Club Internacional de Foot-Ball.

Francisco Semedo
Licenciado em Turismo e a tirar Mestrado em Ciências da Comunicação, desde cedo se interessou pelo ténis. Começou aos 9 e desde então tem um olhar atento e constante de tudo o que se passa naquela que considera ser a melhor modalidade a todos os níveis.