Jo-Wiflried Tsonga aumenta palmarés com primeiro título em terra batida

2017 continua a ser um ano muito positivo para Jo-Wilfried Tsonga, que em maio já soma tantos títulos quanto em toda a temporada de 2009 — aquela em que, até este momento, mais troféus tinha erguido no circuito ATP. O tenista francês fechou da melhor forma a semana inaugural do torneio de Lyon, ao derrotar Tomas Berdych para celebrar perante os compatriotas.

A jogar pela primeira vez uma final em terra batida, o jogador francês de 32 anos, atual número 13 do ranking ATP, conseguiu impôr-se ao checo, 14.º e mais experiente em finais sobre a superfície (tratou-se da sétima para Berdych, que até se estreou a ganhar títulos no pó de tijolo), com parciais de 7-6(2) e 7-5.

Apesar de ter ficado decidido em dois sets, o encontro esteve perto de conhecer uma história diferente. É que Berdych, que até então tinha sido o único a enfrentar pontos de break, chegou ao 15-40 no serviço de Tsonga quando o gaulês servia a 4-5 para se manter no primeiro set. A eficácia não foi, no entanto, a mesma que nos pontos anteriores e o checo deixou escapar a oportunidade.

Depois, coube a Tsonga — o melhor tenista francês da atualidade no ranking mundial — inverter a situação e avançar para a vitória no parcial, que lhe daria o “boost” necessário para conquistar o segundo set com a diferença de um break conseguido no último jogo, a 6-5, com uma dupla falta de Berdych.

A vitória em Lyon traduz-se na 15.ª de Jo-Wilfried Tsonga em torneios ATP. O tenista francês, que em 2012 chegou ao 5.º posto da tabela classificativa, ergue assim o seu terceiro troféu de campeão em 2017, época em que já tinha triunfado em Roterdão e Marselha (duas provas indoor em piso rápido). O registo de Tsonga passa agora a ser de 15-11 em decisões, enquanto Tomas Berdych perdeu a oportunidade de conquistar o primeiro troféu do ano e tem um registo de 13-18 em finais.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC ("raquetecétera"). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."