Genebra e Stan Wawrinka. Cada vez mais uma história de amor (e troféus)

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Água mole em pedra dura tanto dá até que fura. Já dizia o ditado e, este sábado, Stan Wawrinka provou-o. O helvético, que era o claro favorito ao título no Banque Eric Sturdza Geneva Open, em Genebra, Suíça, entrou não entrou bem, mas aos poucos conseguiu causar mossa em Mischa Zverev e “dar a volta” ao alemão e ao encontro para erguer o troféu, com parciais de 4-6, 6-3 e 6-3, e fazer novamente a festa em casa. É cada vez mais uma história de amor num torneio que regressou ao circuito em 2015, depois de 24 anos de ausência.

Campeão em título de um dos dois ATPs 250 suíços (a Genebra e Gstaad junta-se ainda o ATP 500 de Basileia), Wawrinka procurava estrear-se a vencer torneios na presente temporada e encontrava um Zverev motivado por estar a jogar uma final ATP pela primeira vez desde 2010, ano em que perdeu o torneio de Metz.

Com o início do encontro a motivação transformou-se rapidamente em domínio e foi o alemão quem entrou melhor no duelo de “trintões”. A viver aquela que é de longe a melhor temporada da carreira, o mais novo dos irmãs Zverev — o outro, Alexander, estreia-se esta semana no top-10, na ressaca do título conquistado no Masters 1000 de Roma — conseguiu criar bastantes dificuldades ao jogador da casa, número 3 do ranking e primeiro cabeça de série, e surpreender ao conquistar o primeiro parcial.

E foi só com a derrota no primeiro set que Wawrinka começou a conseguir reagir, impondo-se ao germânico para, aos poucos, começar a reclamar a conquista de um troféu que lhe pertence. Afinal, era o campeão em título do torneio de Genebra, onde em 2016 celebrou pela primeira vez a vitória num evento ATP em casa.

Mais próximo do seu melhor nível, o campeão em título do US Open conseguiu o break logo ao terceiro jogo do terceiro e decisivo set, mas a reação de Zverev não tardou e só no jogo seguinte, conseguido novamente o break, é que o suíço passou a reunir condições para avançar para a revalidação do título. E por falar em títulos, é o 16.º da carreira de Stan Wawrinka, que nos últimos anos tem crescido a passos largos para se afirmar como um dos melhores jogadores da atualidade e, até, da história.

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