Dominic Thiem joga muito e faz o que ainda ninguém tinha feito a Nadal este ano

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Derrotar Rafael Nadal, já se sabe, não é fácil, e derrotar Rafael Nadal em terra batida ainda mais complicado é. Mas esta sexta-feira Dominic Thiem entrou “a todo o gás” no court central do Masters 1000 de Roma e levou a melhor sobre o espanhol, por 6-4 e 6-3, para vingar a derrota sofrida na final do torneio de Madrid.

Frente a frente cinco dias depois de terem dado espetáculo no court Manolo Santana, na capital espanhola, Nadal e Thiem voltaram a defrontar-se, desta feita por um lugar nas meias-finais do torneio de Roma (o último dos eventos principais antes do começo de Roland Garros). Se no duelo de Madrid já tinha dado muito boa réplica, hoje o jovem austríaco — número 7 do ranking ATP — superou-se, conseguindo a vitória por 6-4 e 6-3 com aquela que foi uma das melhores exibições da carreira.

Ora, o triunfo faz de Dominic Thiem o primeiro tenista a derrotar Rafael Nadal em terra batida na presente temporada. O tenista espanhol de 30 anos tinha ganho os torneios de Barcelona, Monte Carlo e Madrid, e, com as 2 vitórias somadas em Roma, chegava ao encontro de hoje com 17 triunfos nos 17 embates somados no pó de tijolo.

Mas há mais: agora, Dominic Thiem passa a somar dois triunfos contra Rafael Nadal, ambos em terra batida, juntando-se a Novak Djokovic, Roger Federer, Andy Murray, Gaston Gaudio, David Ferrer e Fabio Fognini como os únicos tenistas a levarem a melhor sobre o maiorquino por pelo menos duas vezes em terra batida.

Apurado para as meias-finais de um Masters 1000 pela segunda semana consecutiva, o melhor tenista austríaco da atualidade fica à espera do vencedor do encontro entre Novak Djokovic e Juan Martin del Potro para conhecer o seu próximo adversário. Neste momento, o sérvio é o único dos tenistas ainda em prova a saber o que é erguer troféus de campeão em torneios Masters 1000 (e não falamos de poucos: 30, precisamente um recorde que divide com Rafael Nadal).

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Gaspar Ribeiro Lança

gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais. Por isso depois chegou o padel, o squash e o ténis de mesa. E assim cá estamos, no RAQUETC (“raquetecétera”). Como escreveu Fernando Pessoa nos anos 20, “primeiro estranha-se, depois entranha-se.”