Corretja: “Creio que Nadal não podia estar melhor”

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Duas vezes finalista de Roland Garros (1998 e 2001) e detentor de dez títulos de torneios jogados no pó de tijolo no seu palmarés, Àlex Corretja não tem dúvidas que Rafael Nadal vai chegar a Paris num patamar acima dos seus rivais diretos, ainda que desvalorize o favoritismo do seu compatriota para vencer o torneio.

“O importante não é chegar lá [a Paris] com o estatuto de principal favorito, mas sim chegar num momento de forma muito positivo, o que é o caso do Rafa. Ele tem ganho muitos jogos em terra batida [títulos em Monte Carlo, Barcelona e Madrid] e, além disso, os seus principais adversários ainda não mostraram nestes dias que estão devidamente adaptados ao jogo na terra batida”, apontou o antigo número 2 mundial, esta quarta-feira, em declarações recolhidas pela agência de notícias espanhola EFE, à margem da sessão de apresentação da cobertura do Eurosport Espanha para o torneio de Roland Garros.

Corretja entende que o atual momento de forma de Nadal não podia ser melhor. “Ele está a jogar de forma agressiva, a defender-se muito bem, a variar o seu jogo, e isso torna-o um jogador quase imbatível. Creio que ele não podia estar melhor nos dias de hoje”.

Andy Murray, finalista em 2016, será, em termos teóricos, um dos principais opositores de Nadal em Roland Garros, apesar do momento menos bom que atravessa. Corretja acredita na recuperação do número 1 mundial: “As pessoas são humanas e é normal haver quebras. Ele vai acabar por recuperar, mas acredito que seja mais difícil fazê-lo na terra batida porque, historicamente, é a superfície que lhe custa mais”, admitiu o espanhol, antes de ressalvar: “Roland Garros é sempre diferente porque trata-se de um Grand Slam, joga-se à melhor de cinco sets, e a experiência é algo muito importante. Veremos como ele recupera”.

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