Vintage. Nadal encanta e 3 anos depois volta a derrotar Djokovic

0

MADRID – Rafael Nadal e Novak Djokovic não se enfrentam todos os dias, mas, feitas as contas, eram já 49 os encontros entre ambos e este sábado celebrou-se, em pleno Estádio Manolo Santana, o 50.º capítulo de uma das rivalidades mais celebradas da história do ténis e do desporto em geral, que terminou favorável ao tenista espanhol (6-2 e 6-4), para encanto dos adeptos que esgotaram a sessão no Mutua Madrid Open, o Masters 1000 de Madrid.

À entrada para o encontro, as 7 vitórias consecutivas de Novak Djokovic no frente a frente entre ambos eram contrabalançadas pelo momento de forma de Rafael Nadal, que este ano já contava com cinco finais disputadas e vinha de 13 encontros consecutivos sem conhecer o sabor da derrota. Os dados estavam, por isso, lançados e esperava-se uma batalha entre os dois.

Mas para delírio dos adeptos da “casa”, que encheram “até às janelas” a sempre impressionante Caja Mágica, El Toro entrou determinado e fez do campo um verdadeiro palco de magia. Com a quinta mudança colocada ao primeiro ponto, partiu para o break no jogo de serviço inaugural sem ceder qualquer ponto, e assim estavam dadas provas de que estava em campo para lutar pelo triunfo com todos os dentes. Do outro lado da rede, Djokovic tardava em entrar no encontro e a verdade é que Nadal avançou, avançou, avançou e não deixou que o sérvio esboçasse sequer a recuperação.

Com quatro jogos “no bolso” ao cabo de 18 minutos, o tenista maiorquino de 30 anos recolheu aplausos do público ponto atrás de ponto, encostando Djokovic “às cordas” para chegar tranquilamente à vitória no primeiro parcial — o primeiro que arrancou ao sérvio, número 2 mundial, desde que venceu a final de Roland Garros, em 2014. Desde aí, tinha perdido 15 consecutivos.

Embalado pelo espetacular arranque do encontro, Nadal voltou a entrar melhor no segundo set e conseguiu imediatamente a quebra de serviço que dava indícios de se estar a testemunhar mais um parcial de sentido único. Ao contrário do primeiro, em que não conseguiu sequer entrar em jogo e falhava constantemente a conclusão dos pontos — sobretudo aqueles que se prolongavam mais –, Djokovic conseguiu, ainda assim, dar um ar da sua graça para manter o marcador mais equilibrado, reduzindo para 3-4 com um ás. A partir daí, não se voltariam a verificar quaisquer breaks (o sérvio ainda teve uma oportunidade, mesmo no último jogo).

Entre a “hola” mexicana que antecedeu o décimo e último jogo do set derradeiro e o último ponto do encontro passaram poucos minutos, mas para os adeptos espanhóis o tempo passou uma eternidade. Nervosos, de mãos apertadas e, por vezes, sem querer olhar para o campo, gritaram, gesticularam e levantaram os braços quando o volley de recurso de Novak Djokovic aterrou fora do campo.

Somada a primeira vitória em quase três anos sobre um dos seus grandes arquirivais — com quem partilha a única rivalidade da história da Era Open a chegar aos 50 encontros –, Rafael Nadal (que agora soma 24 vitórias contra 26 derrotas frente ao sérvio) está apurado para mais uma final de um torneio ATP, a sexta este ano, onde tentará dar sequência aos 10.ºs títulos em Barcelona e Monte Carlo. Como adversário, terá o vencedor da segunda meia-final, que se disputa não antes das 20h30 de Portugal Continental (mais uma hora em Madrid), onde estarão frente a frente Dominic Thiem e Pablo Cuevas.

Comentários

Comentários