Wawrinka: “Djokovic está a passar pelo que Nadal e Federer já passaram”

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Stan Wawrinka ficou esta quarta-feira pelo caminho no Masters de Madrid, ao perder no seu encontro de estreia frente a Benoit Paire. Antes de iniciar a sua participação no torneio espanhol, o suíço falou em entrevista ao El País, nomeadamente sobre Federer e Nadal, e Novak Djokovic, que desde Roland Garros 2016 venceu apenas dois títulos ATP (Toronto e Doha).

O tenista helvético não tem quaisquer dúvidas de que “Nole” vai dar a volta por cima e de que este momento é apenas uma fase menos boa da carreira. “Está a acontecer o mesmo que aconteceu ao Rafa [Nadal] e ao Roger [Federer] anteriormente. Ele [Djokovic] está a passar por uma situação complicada, mas tem a sorte de não ter lesões complicadas. Estou certo de que vai dar a volta por cima e vencer Grand Slams novamente. Quando? Não sei, talvez daqui a uns meses, mas definitivamente vai conseguir outra grande vitória”, começou por dizer o detentor de três títulos do Grand Slam.

Com Rafael Nadal e Roger Federer de volta ao seu melhor nível de jogo, o suíço de 32 anos foi questionado sobre se estes irão prolongar as suas carreiras o mais possível ou se irão abandonar assim que uma quebra volte a surgir. A resposta foi pronta: “O ‘Big Four’ ganhou praticamente todos os Grand Slams nos últimos anos, portanto não vejo nenhum deles a jogar enquanto número 20 ou 30 do Mundo. Eles estiveram no topo durante demasiado tempo. Temos que olhar para o que o Rafa faz. Depois de ter várias lesões sérias, está de volta ao seu melhor nível, nunca tive dúvidas de que o faria até porque o conheço desde que éramos crianças, bem como o Roger. Acho que enfrentar estes grandes campeões é uma enorme oportunidade para nós”, afirmou.

Stan Wawrinka tem vindo a ganhar um título do Grand Slam por temporada desde 2014 e, quando questionado sobre até quando estará no circuito, respondeu: “Até me sentir bem. Ainda me sinto jovem e sinto que posso competir a este nível. Durante dez anos estive entre o 10.º e o 20.º no ranking e agora tenho estado no top-10 desde os últimos quatro anos. Eu sei que estou a ficar mais velho, que tenho de ser mais cuidadoso em termos físicos, mas estou motivado e penso que posso atingir o meu máximo.”

Para terminar, o número três do Mundo foi convidado a formar o “jogador perfeito”: “Escolheria a resposta ao serviço do Novak [Djokovic], a esquerda do Novak e do Roger [Federer], o corpo do Rafa [Nadal] e o serviço do Roger. E a minha esquerda? Não a escolho porque é melhor ter uma esquerda a duas mãos na resposta ao serviço”, concluiu.

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