Histórico. Portugal regressa ao play-off do Grupo Mundial da Taça Davis 23 anos depois

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LISBOA – Está feita história para o ténis português! Na tarde deste domingo, no CIF – Club Internacional de Foot-Ball, em Lisboa, João Sousa levou a melhor no primeiro encontro de singulares do dia e deu a Portugal o tão desejado terceiro ponto na eliminatória contra a Ucrânia, que se traduz no regresso da seleção portuguesa ao play-off de acesso ao Grupo Mundial da Taça Davis 23 anos depois da primeira (e única) vez.

Com um osso duro de roer pela frente, Artem Smirnov que obrigou Gastão Elias a jogar cinco partidas para dar o primeiro ponto a Portugal no primeiro dia de competição, o número um nacional foi obrigado a exibir-se a um nível elevado para sair com o triunfo no bolso por 7-6(3) 7-6(2) 6-2.

Depois de um primero set duríssimo, onde foi obrigado a salvar três sets points, quando o número um ucraniano serviu por duas ocasiões para se adiantar no marcador, João Sousa, mostrou o seu melhor ténis no tie-break, para sair por cima depois de 1 hora de elevado nível de jogo.

Já o segundo set, a história do encontro continuou igual, apesar do número 37 mundial começar a conseguir desequilibrar mais a partida com a sua direita. Ao quinto jogo de serviço do ucraniano, Sousa quebrou o serviço de Smirnov em branco, o que o catapultou para uma vantagem de 5-3. Quando se preparava para servir para o segundo set, eis que os nervos apareceram e com uma dupla falta ‘ofereceu’ de bandeja o seu serviço.

A partir do 5-5, os dois jogadores mantiveram os respectivos jogos de serviço sem grandes dificuldades e o segundo set foi resolvido no tie-break, com João Sousa a cavar um fosso de 6-0, fechando o parcial ao 3.º set point.

A uma partida de uma conquista histórica, Sousa entrou determinado e a jogar bem mais solto, conseguindo dois breaks madrugadores, que aliado ao cansaço físico do adversário — jogou 9 sets em dois dias — foi suficiente para sair do court com o triunfo em três partidas.

Com este triunfo, João Sousa, Gastão Elias, Pedro Sousa, João Domingues  e Frederico Silva (que nesta eliminatória esteve como suplente mas fez por várias vezes parte da equipa que lutou pelas vitórias) entram para a história como a segunda equipa portuguesa a conseguir chegar ao play-off do Grupo Mundial da Taça Davis, “liderados” precisamente por dois dos jogadores (Nuno Marques, agora capitão, e Emanuel Couto, treinador) que em 1994 integraram a equipa que lá chegou pela primeira vez. Faziam ainda parte da seleção portuguesa Bernardo Mota e João Cunha e Silva, sendo José Vilela o capitão.

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